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Trump diz que EUA só retirarão bloqueio em Ormuz após acordo com o Irã

Divulgação/whitehouse.gov

Presidente norte-americano negou que esteja "sob pressão" para fechar um acordo com o Irã - Divulgação/whitehouse.gov
Presidente norte-americano negou que esteja "sob pressão" para fechar um acordo com o Irã
Por Broadcast

20/04/2026 | 19h37

São Paulo - O presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou nesta segunda-feira que o bloqueio americano no Estreito de Ormuz não será retirado até que haja um acordo com o Irã.

Em postagem na rede Truth, o republicano disse que o bloqueio em Ormuz está "absolutamente destruindo" o Irã e que o país persa está perdendo US$ 500 milhões por dia, um número insustentável, mesmo a curto prazo. "Estou vencendo uma guerra, E MUITO, as coisas estão indo muito bem, nosso Exército tem sido incrível", acrescentou ele ao criticar a forma como a mídia norte-americana tem reportado a guerra no Oriente Médio.

"A Mídia Anti-América de Fake News está torcendo para que o Irã vença, mas isso não vai acontecer, porque eu estou no comando!"

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Ele também negou que esteja "sob pressão" para fechar um acordo com o Irã e criticou os democratas por estarem apressando os EUA a fazerem um acordo que não "seja tão bom quanto poderia ter sido". "Isso está sendo executado como previsto, assim como ocorreu na Venezuela. É apenas uma operação maior e mais complexa. O resultado será o mesmo", acrescentou.

Em uma postagem separada, Trump ainda afirmou que o acordo nuclear que está sendo fechado com Teerã agora será "muito melhor" do que o Plano de Ação Conjunto Abrangente (JCPOA, na sigla em inglês), conhecido como "O Acordo Nuclear do Irã", firmado pelo governo de Barack Obama em 2015.

"Um dos piores acordos já feitos para a segurança do nosso País. Foi o caminho para uma arma nuclear. Isso não acontecerá com o acordo em que estamos trabalhando", escreveu o presidente americano.

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Rendição

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reiterou também nesta segunda-feira as duras críticas aos EUA por meio de sua conta no X. Segundo ele, "além da profunda desconfiança histórica que existe no Irã em relação ao histórico de comportamento e atuação do governo dos Estados Unidos, as sinalizações não construtivas e contraditórias das autoridades americanas nos últimos dias contêm uma mensagem amarga: eles querem a rendição do Irã".

"Os iranianos não se submetem à força", destacou Pezeshkian, acrescentando que honrar compromissos é o que orienta logicamente qualquer tipo de diálogo.

Os comentários foram feitos enquanto o vice-presidente JD Vance e uma delegação de negociadores que inclui o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner estão a caminho do Paquistão. Segundo The New York Times, uma delegação do Irã deve viajar nesta terça-feira, 21, a Islamabad, no Paquistão, para uma rodada de negociações.

(Por Thais Porsch e Francine De Lorenzo)

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