Veto de Trump a pessoas de países da África e Oriente Médio pode afetar Mundial e Copa?
Medida, porém, prevê que atleta ou membro de uma equipe esportiva, incluindo treinadores e pessoas que desempenham uma função de apoio necessária pode ser liberado
Por Estadão Conteúdo
05/06/2025 | 13h15Joyce N. Boghosian / Casa Branca
A proibição entrará em vigor na próxima segunda-feira. Os Estados Unidos também colocarão restrições mais rígidas para cidadãos do Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. Indivíduos desses países não poderão ir aos Estados Unidos permanentemente nem obter vistos de turistas ou estudantes.
"Devo agir para proteger a segurança nacional e o interesse nacional dos Estados Unidos e de seu povo", disse Donald Trump em comunicado. "Restauraremos a proibição de viagens, que algumas pessoas chamam de proibição de viagens de Trump, e manteremos os terroristas islâmicos radicais fora do nosso país, o que foi confirmado pela Suprema Corte."
A decisão do governo foi tomada poucos dias depois de um egípcio no Colorado ter sido preso e acusado de realizar um ataque a um grupo que homenageava reféns mantidos em Gaza. Autoridades do governo de Donald Trump já haviam alertado que haveria uma repressão após o ataque.
Exceção
O decreto de Donald Trump, porém, abre exceção para atletas. O texto da Casa Branca diz que há isenção da medida para: "Qualquer atleta ou membro de uma equipe esportiva, incluindo treinadores, pessoas que desempenham uma função de apoio necessária e parentes próximos, viajando para a Copa do Mundo, Olimpíada ou outro grande evento esportivo, conforme determinado pelo Secretário de Estado".
Procurada sobre a decisão de Trump, a Fifa não se pronunciou. O Mundial de Clubes terá a partida de abertura no dia 14 de junho, entre Al Ahly, do Egito, e Inter Miami, dos Estados Unidos, em Miami. A finalíssima da competição ocorrerá no dia 13 de julho, em Nova Jersey.
Um relação aos Estados Unidos, e se a entrada de certos países representava um risco à segurança nacional.
Em documento divulgado na quarta, o governo afirmou que a proibição era necessária para obrigar governos estrangeiros a se adequarem à agenda e aplicar as leis de imigração do país, entre outras justificativas.
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