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Eleições 2026
Cidadania e Direitos / Política

Centrão adota neutralidade na eleição de 2026; entenda o que está em jogo

Geraldo Magela/Agência Senado

Objetivo siglas é eleger o maior número possível de deputados federais e senadores - Geraldo Magela/Agência Senado
Objetivo siglas é eleger o maior número possível de deputados federais e senadores
Por Marcel Naves

07/08/2026 | 15h27

São Paulo - Em um primeiro momento, a decisão dos grandes partidos de centro de declararem neutralidade na disputa presidencial pode parecer confusa. Afinal, por que legendas tão influentes deixariam de apoiar formalmente um candidato à Presidência?

Até o momento, os principais partidos que já decretaram oficialmente a neutralidade na disputa pelas eleições presidenciais de 2026 são o União Brasil e o PP (que formam a Federação União Progressista), o Republicanos, o Podemos e o MDB.A decisão dessas siglas, pertencentes ao chamado Centrão, tem como objetivo principal priorizar a ampliação de suas bancadas no Congresso Nacional.

A cientista política e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Macedo, destaca  que essa escolha faz parte de uma engrenagem calculada.

Ao declarar neutralidade, a cúpula dos partidos dá liberdade para que seus líderes regionais façam acordos. O objetivo principal dessas siglas não é a presidência, mas eleger o maior número possível de deputados federais e senadores”.

A interferência na campanha do PL

Na análise da professora, atualmente quem mais sente com a neutralidade desses partidos é o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), que já vinha enfrentando um momento delicado após o desgaste das investigações envolvendo o Banco Master.

Eu acredito que a campanha do Bolsonaro mostra um certo isolamento,  que eleitoralmente falando complica um pouco, principalmente  nas dinâmicas subnacionais, quando você não pode formalmente utilizar de palanques que você utilizaria no caso de uma posição não neutra."

A especialista ainda ressalta que um candidato que não faz parte de uma aliança com outros partidos tem menos dinheiro e tempo de exposição nas campanhas de rádio e televisão duante o período de exibição da propaganda eleitoral gratuita.

Eleitor deve ficar atento

Diante das articulações partidárias em Brasília, a pesquisadora da USP, destaca que o eleitor não deve se apegar excessivamente às declarações de neutralidade dos partidos. A especialista ressalta que o caminho ideal é avaliar o histórico do candidato, as promessas que são feitas e, principalmente, quais idéias ele defende.

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