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Eleições 2026

Debate da Globo termina sem vencedor claro, aponta pesquisa qualitativa

Avaliação qualitativa indica que bloco de tema livre foi o pior momento do debate e que eleitores lamentaram ausência de soluções para o País

Broadcast

Por Broadcast

24/10/2026 | 13h33

Carlos Elias Junior/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Lula e Flávio Bolsonaro ladeiam César Tralli antes do início do debate de sexta-feira, na Globo - Carlos Elias Junior/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
Lula e Flávio Bolsonaro ladeiam César Tralli antes do início do debate de sexta-feira, na Globo
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O último debate presidencial antes do segundo turno não conseguiu definir claramente a preferência dos eleitores entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com muitos participantes ainda indecisos sobre seu voto.

Uma pesquisa qualitativa revelou que, embora Flávio tenha sido considerado o de melhor desempenho por 21 eleitores, 19 ainda se mostraram indecisos, refletindo uma insatisfação com a falta de propostas concretas durante o debate.

Flávio se destacou ao abordar questões de segurança pública, enquanto Lula manteve apoio por suas políticas sociais, mas ambos os candidatos falharam em apresentar soluções para problemas urgentes, resultando em um aumento do ceticismo entre os eleitores indecisos.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O último debate presidencial antes do segundo turno, realizado pela TV Globo na noite de sexta-feira (23), não foi suficiente para converter a indecisão do eleitorado e terminou sem um vencedor claro entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). É o que aponta um levantamento qualitativo realizado pelo instituto Alfa Inteligência com eleitores de diferentes regiões do País que ainda não definiram o voto.

Entre os participantes ouvidos, 21 apontaram Flávio como o de melhor desempenho no encontro, ante 18 menções a Lula. No entanto, o embate pouco alterou o cenário prático: 19 participantes declararam continuar indecisos.

Outros 12 indicaram voto no candidato do PL e 10 manifestaram preferência pelo petista. Os dados refletem as percepções do grupo consultado e não configuram uma estimativa probabilística do eleitorado brasileiro.

O momento mais mal avaliado do programa foi o bloco de tema livre. Segundo os relatos, o excesso de acusações mútuas e a falta de propostas comprometeram os trechos propositivos, deixando em muitos a impressão de um confronto de "seis por meia dúzia".

O estudo registrou a queixa de que os candidatos priorizaram o embate direto em detrimento de soluções para demandas urgentes, como custo de vida, inflação nos supermercados, filas do SUS, segurança pública e endividamento das famílias.

Pontos de destaque para os eleitores

Apesar das críticas gerais, a pesquisa mapeou os pontos de maior tração de cada postulante. Flávio Bolsonaro ganhou projeção ao defender medidas duras em segurança pública, incluindo o endurecimento de penas e a tipificação de facções criminosas como organizações terroristas — pauta que atraiu eleitores no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, inclusive entre aqueles que tinham restrições prévias ao candidato. As menções a empreendedorismo e renegociação de dívidas também tiveram recepção favorável.

Lula, por sua vez, sustentou apoio junto aos participantes que valorizam marcas sociais de sua gestão, como os investimentos na rede pública de educação e o programa Pé-de-Meia. Em contrapartida, a insistência em focar na figura de Jair Bolsonaro e em realizações do passado gerou frustração nos que cobravam diretrizes e compromissos voltados aos próximos anos de mandato.

Na análise da Alfa Inteligência, o cenário segue aberto. Enquanto Flávio exibiu capacidade de mobilização em torno da pauta da segurança e Lula preservou o eleitorado ligado à experiência e aos benefícios sociais, o debate não produziu virada substancial. O resultado, avalia o instituto, foi o aprofundamento do ceticismo, sinalizando que parcela relevante dos indecisos tende a votar por exclusão, escolhendo o "menos pior".

(Por Leonardo Godim)

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