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Cidadania e Direitos / Política

Lula cita idosos em anúncio da oitava candidatura: "Quero pagar uma dívida"

Ricardo Stuckert

O petista afirmou que assumirá um compromisso prioritário com o envelhecimento dos brasileiros - Ricardo Stuckert
O petista afirmou que assumirá um compromisso prioritário com o envelhecimento dos brasileiros
Por Paula Bulka Durães

02/08/2026 | 16h27

São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que pretende criar políticas de atenção à população idosa, em discurso durante a Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizada neste domingo, 2, no Expo Center Norte, na capital paulista.

O encontro oficializou a repetição da chapa vitoriosa de 2022, que mantém Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente para a disputa à reeleição.

Em fala de mais de uma hora de duração, que serviu como pontapé inicial para a campanha, o mandatário focou em eleitorados estratégicos, como pessoas idosas, militares e cristãos.

O petista afirmou que assumirá um compromisso prioritário com o envelhecimento dos brasileiros. Na ocasião, o candidato citou o abandono familiar sofrido por muitos indivíduos dessa faixa etária.

Eu [quero ser] presidente pela quarta vez porque eu quero pagar uma dívida com os idosos desse País."

O chefe do Executivo detalhou que a atenção para o grupo irá além dos cuidados médicos básicos. A promessa é criar espaços estruturados para garantir qualidade de vida, lazer e socialização.

"Nós precisamos criar um programa por idoso, não para ele ficar trancado. Queremos que ele tenha um lugar em que possa nadar, possa dançar, possa ler, possa ter filme, possa caminhar, possa fazer o que ele quiser, até namorar, se ele encontrar uma parceira", prometeu.

Usando a experiência pessoal, Lula, que em outubro completa 81 anos, revelou travar uma batalha para o envelhecimento saudável. "Eu quero brigar com a velhice. Porque eu quero vencer a velhice, eu não quero andar arrastando as pernas".

Assistencialismo além do Bolsa Família

Ao projetar o eventual quarto mandato, o líder petista disse que pretende deixar um legado que supere as vitrines sociais que marcaram suas gestões anteriores, cobrando um "salto de qualidade" para o desenvolvimento nacional.

"Eu não quero ser mais o presidente só do Bolsa Família. É preciso mais, mais e mais", declarou. E complementou: "a gente vai ter que mudar de comportamento" e "ser mais ousado".

Para essa nova etapa governamental, o governante adotou um tom menos conciliador na execução de suas ações.

Eu não quero o Lulinha pai de amor, eu quero o Lulinha porreta. Eu quero o Lulinha que vai fazer o que a gente ainda não fez, porque o básico nós já cuidamos".

Acenos aos cristãos

O candidato à reeleição também fez um apelo ao eleitorado cristão. "Eu sou resultado de milagres. Porque essa fotografia bonita, quando eu tinha 5 anos de idade, ela existe porque eu escapei de morrer de fome."

"Tudo que aconteceu na minha vida foi um milagre. Se eu estou aqui hoje, tem dois milagres, um de Deus e o outro de vocês."

Soberania nacional

Em uma cobrança direta à própria base, Lula exigiu uma nova mentalidade da esquerda em relação às Forças Armadas.

Eu quero pedir para a esquerda, para mulheres e homens pararem com essa bobagem de achar que a gente não tem que ter preocupação com a defesa", advertiu.

O presidente colocou o reaparelhamento militar como uma questão de dissuasão e soberania. "Eu quero estar preparado para a paz, não é para a guerra. Quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta conosco".

Dentro da estratégia de blindar os recursos estratégicos nacionais, o político foi categórico sobre a exploração da riqueza mineral brasileira e mandou um recado direto às potências estrangeiras.

"Eu vou levar muito a sério esse negócio de terras raras. Tem muita gente metendo o dedo na nossa terra. Isso vai parar. Isso é um patrimônio do povo brasileiro. Nem chinês, nem americano, nem francês vão meter o dedo na nossa terra rara e no nosso minério".

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