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Vício em Bets: Ministério da Saúde lança guia nacional para enfrentar impactos

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Os atendimentos no SUS relacionados a jogos patológicos saltaram 104% de 2018 a 2025 - Envato
Os atendimentos no SUS relacionados a jogos patológicos saltaram 104% de 2018 a 2025
Por Emanuele Almeida

16/01/2026 | 10h20

São Paulo, 16/01/2026 - O Ministério da Saúde lançou o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas. O documento busca orientar o acolhimento, o acompanhamento e o tratamento de indivíduos afetados pelo vício em apostas dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

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O material oferece orientações práticas para as equipes da rede pública e reforça a necessidade de um cuidado integrado. A estratégia mobiliza desde a Atenção Primária até os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), hospitais e serviços de urgência, dependendo da gravidade de cada situação.

Capa em tons de verde, azul, vermelho e branco do guia de cuidado para pessoas com problemas relacionados a bets
Reprodução: Ministério da Saúde

A iniciativa responde a um cenário crítico: entre 2018 e maio de 2025, os atendimentos no SUS relacionados a jogos patológicos saltaram 104%, impulsionados pela expansão das plataformas digitais e pela publicidade intensa.

Frente a isso, o guia é fundamentado nos princípios da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e propõe um modelo de cuidado integral focado na redução de danos e no tratamento em liberdade, evitando abordagens puramente punitivas.

A ferramenta central é o Projeto Terapêutico Singular (PTS), que permite construir planos personalizados considerando a saúde física, emocional e a reconstrução de vínculos sociais e financeiros.

Além disso, o documento enfatiza a articulação entre saúde, assistência social e educação para proteger grupos vulneráveis.

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Ações integradas

O guia faz parte de um conjunto de ações que tratam o problema como uma questão de saúde pública. Entre as medidas, destaca-se a Plataforma de Autoexclusão Centralizada e a criação do Observatório Saúde Brasil de Apostas, em parceria com o Ministério da Fazenda.

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A plataforma de autoexclusão permite que o próprio usuário solicite o bloqueio de acesso a sites de apostas, passando a receber orientações para buscar atendimento no SUS. Já o Observatório qualificará o uso de dados para identificar comportamentos de risco, apoiando ações de prevenção e regulação em todo o território nacional.

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