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Quase metade das mães que usa cannabis medicinal é 50+, aponta estudo

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Mais de 7 mil mães brasileiras utilizam cannabis medicinal em todos os Estados do Brasil - Adobe Stock
Mais de 7 mil mães brasileiras utilizam cannabis medicinal em todos os Estados do Brasil
Por Alexandre Barreto

29/05/2026 | 08h36

São Paulo - Mais de 7 mil mães brasileiras utilizam cannabis medicinal em todos os Estados do Brasil, segundo novo recorte da Blis Data 2026, maior banco de anamneses de pacientes de cannabis da América Latina.

O levantamento aponta que cerca de 45% dessas mulheres têm mais de 50 anos e que os principais motivos de busca pelo tratamento são insônia, dor crônica e ansiedade.

A pesquisa reúne informações de mais de 70 mil pacientes em 2.200 municípios brasileiros. Segundo o estudo, mais de 60% das mães participantes utilizam cannabis medicinal para protocolos ligados ao sono, dores crônicas e ansiedade.

A insônia lidera os registros médicos, com 29% dos casos. Já os casos de dor crônica e fibromialgia somados representam cerca de 25% das pacientes.

A pesquisa também mostra que mais da metade das mães nunca havia utilizado cannabis antes do tratamento medicinal. Além disso, 77% afirmam usar derivados da planta junto com medicamentos alopáticos.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 28 de maio, Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher. A oficialização internacional da data ocorreu em 1987, durante encontro realizado na Costa Rica, por iniciativa da Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos.

Mulheres entre 45 e 64 anos lideram o uso

A maior concentração de mães que utilizam cannabis medicinal está na faixa etária entre 45 e 64 anos, que representa 58% da base analisada. O grupo de mulheres com mais de 65 anos corresponde a quase 17% do total.

O Sudeste concentra mais de 60% das pacientes identificadas no levantamento. Em seguida aparecem Sul, com cerca de 20%, e Nordeste, com 10%.

Outro dado apontado pela pesquisa é que aproximadamente 80% das mães que utilizam cannabis medicinal trabalham atualmente.

Pacientes em todos os Estados do Brasil

O levantamento da Blis Data analisou respostas voluntárias sobre condições clínicas, rotina e aspectos emocionais relacionados ao uso medicinal da cannabis.

De acordo com a empresa, os protocolos registrados refletem dados operacionais informados pelos pacientes e profissionais de saúde. O estudo destaca que os registros não representam recomendação médica de uso.

Para Marcela Machado, COO e cofundadora da Blis, os números indicam uma procura crescente por alternativas complementares de cuidado à saúde entre mulheres com rotinas intensas.

"A cannabis medicinal surge como uma alternativa que, quando prescrita por um profissional de saúde e utilizada de forma regulada, pode contribuir para o equilíbrio do bem-estar, especialmente em aspectos como sono, estresse e qualidade de vida de forma geral", disse. E completou, destacando que não se trata de substituir tratamentos, "mas de ampliar as possibilidades de cuidado, com foco em saúde e longevidade, uma demanda cada vez mais presente entre as mulheres e na sociedade como um todo."

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