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Dia do Amigo: amizade é importante para envelhecer bem, dizem especialistas

Estadão Conteúdo

O arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu aos 104 anos, dizia que eram as relações humanas que o mantinham vivo - Estadão Conteúdo
O arquiteto Oscar Niemeyer, que morreu aos 104 anos, dizia que eram as relações humanas que o mantinham vivo
Por Bárbara Ferreira

20/07/2026 | 12h39

São Paulo - O célebre arquiteto Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos de idade. Até o fim defendeu que eram as relações humanos que o mantinham vivo e valorizava mais as amizades do que a própria arquitetura. Disse em entrevista que, apesar de gostar de trabalhar e do que produzia, as obras tinham menos valor que as relações humanas e a necessidade de transformação social.

O mais importante não é a arquitetura, mas a vida, os amigos e este mundo injusto que devemos modificar", é uma das frases de Oscar Niemeyer.

O Dia do Amigo é comemorado nesta segunda-feira, dia 20 de julho, segundo lei estadual de São Paulo. De acordo com o geriatra professor de medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e colunista do VIVA Emilio Moriguchi, boas companhias e amigos são fatores importantes para um envelhecimento saudável.

Em artigo ele pontua justamente como a solidão é um dos grandes inimigos do envelhecimento feliz.  Os isolados tendem a declinar em suas capacidades funcionais e mentais, então ficam doentes, afirmou.

A saúde não é ausência de doenças, pois todos nós podemos ficar doentes ao longo do envelhecimento, mas o conceito da saúde está muito acima disso: é o de bem-estar físico, emocional e social, apesar das doenças", disse Moriguchi.

O que diz a ciência sobre amizade e longevidade?

O Estudo de Desenvolvimento Adulto de Harvard, que começou a analisar a longevidade em 1938, revelou que os relacionamentos próximos são o que mantém as pessoas felizes ao longo da vida, mais do que dinheiro ou profissão.

O estudo apontou que o quão felizes as pessoas são nos relacionamentos que cultivam influencia diretamente a saúde física e mental no envelhecer. Robert Waldinger, diretor do estudo e professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, pontuou que zelar as relações também é autocuidado.

As amizades protegem as pessoas da insatisfação, o que ajuda a retardar problemas mentais e físicos, garantindo uma vida longa. O estudo concluiu ainda que esses laços são melhores indicadores de vidas longas do que classe social, QI ou genética. Dos participantes originais do estudo, apenas 19 ainda estão vivos.

Já a pesquisa The New Map of Life (O Novo Mapa da Vida), da Stanford Center on Longevity, mesmo que focada em trabalho, destacou que fatores como pertencimento têm um papel mais importante na construção de uma carreira madura do que remuneração e status, por exemplo.

De acordo com o embaixador do Stanford Center on Longevity e colunista do VIVA, Emilio Umeoka, vidas longas alteram profundamente o papel do trabalho na experiência humana.

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