Férias no Verão: como curtir praias, piscinas e festas sem passar mal de calor?
Foto: Envato Elements
Por Joyce Canele
redacao@viva.com.brSão Paulo, 04/01/2026 - Com a chegada do verão, é essencial manter a atenção redobrada em altas temperaturas. É necessário observar alimentação, hidratação e exposição ao sol, pensando na prevenção de infecções causadas por calor.
Especialistas alertam que é possível aproveitar a estação com prazer e leveza, desde que algumas medidas simples sejam incorporadas ao dia a dia.
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"O prazer de comer, descansar e celebrar faz parte da saúde. O problema não está em sair da rotina, mas em transformar o excesso em regra", explica a nutricionista Alexandra Freitas, coordenadora da Pós-Graduação em Saúde da Família da Faculdade Santa Marcelina.
Viagens e festas costumam alterar horários e escolhas alimentares, explica Alexandra, mas a alimentação saudável não exige rigidez nem perfeição. Uma base equilibrada ao longo da semana permite que o organismo lide bem com refeições mais calóricas típicas das confraternizações.
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Exageros frequentes em frituras, doces, bebidas alcoólicas e alimentos muito gordurosos podem provocar estufamento, digestão lenta, queda de energia e piora do sono. Mas um episódio isolado não compromete a saúde.
Apreciar um doce favorito, brindar com amigos ou repetir um prato especial não deve ser visto como erro. O essencial é saborear o momento e depois retomar a rotina habitual, sem compensações extremas", afirma.
Entre as estratégias práticas para não passar mal estão: manter horários regulares de refeição, começar o dia com um café da manhã equilibrado, priorizar pratos coloridos, incluir saladas como entrada, escolher frutas como sobremesa e planejar refeições para evitar a dependência de ultraprocessados.
Hidratação e segurança no calor
O calor intenso do verão aumenta a perda de líquidos e favorece a proliferação de bactérias. Por isso, a hidratação deve ser reforçada.
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A nutricionista Marcella Oliveira, do Hospital São Marcelino Champagnat, orienta a ingestão média de 35 ml de água por quilo de peso corporal, com aumento nos dias mais quentes.
Para quem consome álcool, alternar cada bebida com um copo de água ajuda a reduzir a desidratação e o mal-estar. O cuidado com os alimentos também é essencial, altas temperaturas aumentam o risco de intoxicações alimentares.
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A infectologista Camila Ahrens alerta para a atenção à procedência dos alimentos, à refrigeração adequada e à higiene das mãos.
"Bactérias como Salmonella e E. coli se multiplicam mais rapidamente no calor. Evitar alimentos expostos e mal conservados reduz grande parte do risco."
Cuidados extra
Não podemos esquecer da proteção solar, principalmente no verão, por conta da alta incidência de câncer de pele. A dermatologista Flavia Prevedelo, do Hospital Universitário Cajuru, destaca que a fotoproteção é indispensável. Ela recomenda:
1. Aplicar o protetor solar de 20 a 30 minutos antes da exposição e reaplicar a cada três horas ou após banho de mar, ou piscina.
2. Os cabelos também sofrem com sol, sal e cloro, que favorecem o ressecamento e o desbotamento da cor.
Umedecer os fios com água doce antes do mergulho, usar acessórios como bonés e lenços e recorrer a produtos com proteção UV ajudam a minimizar os danos.
3. Na areia, aumentam os casos de micoses e bicho-geográfico, infecção causada por larvas presentes no solo.
Atenção na pele, lesões em formato de "caminho" na pele devem ser avaliadas por um médico, pois há tratamento específico.
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Olhos e infecções
A exposição à luz solar não afeta apenas a pele, o oftalmologista Dhiogo Côrrea lembra que os olhos recebem radiação direta e refletida pela água e pela areia. O uso de óculos com proteção UV real é fundamental.
É preferível não usar óculos de sol do que usar modelos sem proteção adequada."
Piscinas, mar e vento favorecem conjuntivites e irritações, a recomendação é evitar coçar os olhos, reforçar a higiene das mãos e não compartilhar toalhas ou maquiagem. Para quem usa lentes de contato, o ideal é não nadar com elas.
Atenção aos sinais do corpo
As altas temperaturas também aumentam os casos de desidratação, exaustão pelo calor e insolação, o clínico Ricardo Gullit explica que os sintomas podem começar de forma discreta, com sede intensa, tontura e fraqueza, e evoluir rapidamente. Febre alta, confusão mental e desmaios são sinais de alerta e exigem atendimento médico.
Ele recomenda evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 16h, hidratar-se antes, durante e após os exercícios e fazer pausas em locais com sombra. Crianças e pessoas mais velhas merecem atenção especial, pois desidratam mais rapidamente.
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Com informação e cuidados básicos, as férias de verão não precisa ser sinônimo de mal-estar.
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