Glitter no Carnaval: quais os riscos à pele e como remover com segurança
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07/02/2026 | 15h49
São Paulo, 07/02/2026 - O glitter é um dos grandes símbolos do Carnaval, mas o uso inadequado do produto pode trazer riscos à saúde da pele. O VIVA conversou com dermatologistas e preparou um guia com a forma segura de utilizar glitter e os principais riscos para a pele.
Segundo a dermatologista Ana Carolina Sumam, o glitter pode agredir causando microlesões, acne cosmética e dermatite de contato, que podem funcionar como porta de entrada para infecções.
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Já a dermatologista Natasha Crepaldi alerta que muitos glitters tradicionais não são fabricados propriamente para pele e cabelo e não são seguros. “A maioria dos glitters tradicionais é feita de partículas metálicas ou até plásticas, com bordas irregulares, que podem causar irritações e dermatites, principalmente em peles sensíveis”, afirma.
Como aplicar glitter de forma mais segura?
As duas especialistas destacam que o primeiro passo é escolher o produto correto. O ideal é usar glitter cosmético, dermatologicamente testado, próprio para aplicação na pele. Crepaldi afirma que a aplicação deve ser feita sempre sobre a pele limpa e hidratada e evitar áreas muito sensíveis, como regiões muito próximas aos olhos.
O ideal é usar um hidratante e um fixador específico ou gel próprio de maquiagem. Nunca se deve usar cola, esmalte ou produtos improvisados”, orienta Crepaldi.
Glitter e sol: cuidado redobrado
As dermatologistas ainda chamam atenção para a importância do protetor solar antes do glitter. “O protetor deve ser de amplo espectro, protegendo contra radiação UVA e UVB, e de preferência com cor, para proteger também da luz visível”, explica Sumam. O produto também precisa ser resistente à água e ao suor, especialmente por causa do calor e da transpiração intensa durante o Carnaval.
Segundo Crepaldi, o glitter pode potencializar os efeitos do sol:
O glitter pode funcionar como um espelho, refletindo e concentrando a radiação solar em pontos da pele, o que explica marcas de bronzeado ou até queimaduras localizadas”, diz.
Por isso, a recomendação é reaplicar o protetor ao longo do dia, preferencialmente em spray, e evitar o uso de glitter em grandes áreas do corpo que ficarão expostas ao sol por muitas horas. “O glitter deve ser pensado como um acessório pontual, não como uma camada contínua”, orienta.
Dormir com glitter faz mal?
Sim. As dermatologistas são categóricas ao afirmar que dormir com glitter na pele pode causar microlesões, dermatite e acne cosmética. Crepaldi acrescenta que o problema se agrava durante o sono.
Dormir com glitter aumenta o risco de irritações, acne, foliculite e pequenas infecções. Durante o sono, a pele entra em processo de renovação celular, e o glitter atrapalha esse processo”, explica.
Como remover o glitter sem machucar a pele?
Na hora de remover o glitter, o maior erro é esfregar a pele, segundo as especialistas, que recomendam métodos suaves e à base de óleo.
De acordo com Sumam, o ideal é usar óleos de limpeza ou balms, mas óleo corporal e até óleo vegetal ajudam a soltar as partículas sem atrito. O recomendado é aplicar com movimentos leves, sem esfregar. Caso não tenha esses produtos, o demaquilante bifásico também pode ser usado, sempre com suavidade.
“O glitter sai melhor ‘derretendo’ com óleo do que raspando a pele com força”, explica Crepaldi. Após a remoção, a pele deve ser lavada com um sabonete suave.
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