Hipertensão já afeta 30% dos adultos em meio ao avanço da obesidade no Brasil
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São Paulo - Em um Brasil cada vez mais obeso, o número de hipertensos cresceu 31% entre 2006 e 2024, segundo dados do Vigitel 2025 (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Este domingo, 17 de maio, é lembrado como o Dia Mundial da Hipertensão.
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Chamada também de "pressão alta", cerca de 30% da população adulta brasileira convive com hipertensão arterial, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Esta condição está entre os principais fatores de risco para:
- infartos,
- AVCs,
- insuficiência cardíaca;
- doenças renais.
Segundo o cirurgião bariátrico José Afonso Sallet, do Instituto Sallet, a hipertensão é uma doença silenciosa e multifatorial - envolve questões ambientais, comportamentais e genéticas. Por isso, muitas pessoas só descobrem que são hipertensas depois de um episódio mais grave.
De acordo com a Sociedade Brasileira e Cardiologia (SBC),acima de 14 por 9 indica pressão alta. A única forma de saber se uma pessoa é hipertensa é medir a pressão arterial regularmente.
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Nesse contexto, a alimentação e a prática de exercícios físicos tem um papel importante de prevenção e tratamento. Segundo a nutricionista do Instituto Sallet, Ana Beatriz Guiesser, pequenas mudanças já são capazes de impactar positivamente os níveis de pressão arterial, como:
- Reduzir o consumo de sal;
- Evitar alimentos ultraprocessados;
- Moderar a ingestão de álcool;
- Manter uma rotina alimentar equilibrada
O especialista reforça que o sucesso do tratamento depende de uma abordagem integrada. “A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada e o acompanhamento médico são essenciais para garantir não apenas a perda de peso, mas a sustentação desses resultados e a melhora global da saúde”, conclui Sallet.
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