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Mais da metade dos brasileiros usaria Ozempic e Mounjaro se houvesse no SUS

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Quase quatro a cada dez pessoas consideram ou talvez considerem o uso de tratamentos injetáveis num futuro próximo - Freepik
Quase quatro a cada dez pessoas consideram ou talvez considerem o uso de tratamentos injetáveis num futuro próximo
Por Emanuele Almeida

15/04/2026 | 15h59

São Paulo -  Um levantamento realizado pela plataforma TIM Ads, com cerca de 40 mil pessoas, evidenciou forte anseio popular: 55% dos entrevistados afirmam que buscariam o tratamento medicamentoso para emagrecimento caso ele fosse disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS).

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A pesquisa revela esse anseio após a queda da patente da semaglutida (Ozempic) no Brasil, em 20 de março, que estimulou o debate sobre democratização do acesso a tratamentos contra a obesidade ganhou um novo capítulo.

Cenário atual

Atualmente, o uso das canetas emagrecedoras é restrito a uma pequena parcela da população, com apenas 22% dos entrevistados relatando uso ativo. A pesquisa aponta que 51% nunca utilizaram esses medicamentos, que têm alto custo.

No entanto, a intenção de adesão é expressiva: quase quatro a cada dez pessoas consideram ou talvez considerem o uso de tratamentos injetáveis num futuro próximo, mesmo que precisem pagar por eles.

Curiosamente, o alto custo não é o único impeditivo. O fator financeiro foi apontado como barreira por 14% dos respondentes, dividindo peso com outros receios, como o medo de agulhas e a falta de orientação médica adequada.

Fim da exclusividade

Esse interesse massivo na rede pública reforça o quanto a queda da exclusividade da substância pode atuar como um catalisador para a inserção do tratamento no SUS, uma vez que a entrada de medicamentos genéricos e similares tende a reduzir os preços e converter o desejo da população em acesso real.

Contudo, não há previsão ou anúncio de expansão da iniciativa para outras cidades ou estados pelo Sistema Único de Saúde.

Apenas a cidade do Rio de Janeiro incorporou o medicamento Ozempic (semaglutida) em sua rede pública de saúde para o tratamento da obesidade de forma gradual e restrita a 320 pessoas.

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Insatisfação com o corpo

A busca pelo medicamento reflete uma relação complexa do brasileiro com a balança e a alimentação. Isso porque, embora 71% dos participantes do levantamento avaliem seus hábitos alimentares como moderadamente ou muito saudáveis, a insatisfação corporal é evidente: 35% declaram não estar felizes com o peso atual e desejam emagrecer.

A vontade de adotar uma rotina melhor é latente para 67% do público, que demonstra interesse em transformar positivamente a relação com a comida. Além disso, a resiliência nessa jornada é constante, já que 64% dos entrevistados relataram já ter feito algum tipo de dieta ou tratamento para perda de peso ao longo da vida.

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O levantamento, de abrangência nacional, foi majoritariamente respondido por um público jovem (66% entre 18 e 35 anos) – justamente a faixa etária que mais movimenta as discussões sobre lifestyle e novos medicamentos nas redes sociais.

Para o diretor de Data Monetization da TIM, Leonardo Siqueira, o levantamento demonstra que plataformas baseadas em dados vão muito além da pesquisa, atuando como "um catalisador essencial para a compreensão das dinâmicas sociais" e acompanhando de perto o que a população deseja para o futuro da saúde pública no Brasil, 

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