Ocorrência de prostatite em homens 50+ merece atenção; entenda
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São Paulo - Muitas vezes confundida com outras doenças na região da próstata, a prostatite é uma das doenças urológicas mais frequentes na prática médica e, simultaneamente, uma das condições mais complexas em relação ao seu diagnóstico e tratamento.
De acordo com o médico urologista Diego Toebe, do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, ela ocorre especialmente entre homens 50+ e merece cuidados:
A ocorrência em indivíduos acima dos 50 anos merece atenção especial devido à sobreposição de sintomas com outras doenças prevalentes, como a hiperplasia benigna da próstata, as infecções urinárias recorrentes e as neoplasias da próstata e da bexiga."
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Toebe observa que a prostatite não representa uma situação clínica única, mas "um conjunto de síndromes inflamatórias e dolorosas que podem apresentar etiologias infecciosas, funcionais, neuromusculares e hormonais".
"Essa heterogeneidade explica por que muitos pacientes permanecem sintomáticos durante meses até receberem um diagnóstico definitivo e um tratamento adequado", observa.
O que é prostatite?
A prostatite pode ser definida como um processo inflamatório da próstata, associado ou não à presença de agentes infecciosos identificáveis, de forma aguda ou crônica.
Em muitos casos, especialmente nas formas crônicas, não é possível demonstrar a presença de bactérias ou outros microrganismos, sugerindo a participação de mecanismos inflamatórios complexos relacionados à função miccional, à musculatura do assoalho pélvico e a alterações neurofisiológicas locais, esclarece o médico.
Nos homens acima dos 50 anos, a doença pode impactar significativamente a qualidade de vida, explica o médico urologista. Os sintomas frequentemente interferem nas atividades diárias, na qualidade do sono e na saúde sexual.
"A noctúria, por exemplo, pode levar a despertares frequentes durante a noite, comprometendo o descanso e contribuindo para a fadiga diurna. Além disso, o desconforto pélvico persistente, a dor durante ou após a ejaculação e as alterações da função sexual podem gerar ansiedade, estresse emocional e prejuízo das relações interpessoais", pontua.
Possíveis causas
Segundo publicação do Einstein Hospital Israelita, além da origem bacteriana, outras explicações podem estar ligadas à prostatite, embora nenhuma causa seja conclusiva. Entre elas, são mencionadas:
Atividade sexual: homens jovens em atividade sexual com inflamação da uretra (uretrite) ou doença sexualmente transmissível (DST), como gonorreia ou clamídia, são mais prováveis de desenvolver prostatite não bacteriana.
Outros agentes infecciosos: a inflamação pode ser relacionada por algum agente infeccioso que os testes ainda não podem detectar.
Ansiedade e estresse: essa condição pode causar espasmos do músculo do esfíncter urinário e irritar a glândula prostática ou fazer com que fluídos da uretra retornem para o interior da próstata, irritando os tecidos internos.
A publicação cita ainda que, de modo geral, o risco de uma prostatite aumenta em pessoas que:
- Tiveram recentemente um instrumento médico inserido na uretra;
- Praticam sexo anal;
- Possuem alguma anormalidade no trato urinário;
- Tiveram ou têm infecções de bexiga frequentes;
- Desenvolveram hiperplasia prostática benigna (HPB).
Diagnóstico e tratamento
O urologista Diego Toebe complementa que o diagnóstico da prostatite deve ser realizado de maneira criteriosa e individualizada a partir dos sintomas frequentes.
Já o tratamento pode variar desde o uso de medicações simples até abordagens mais complexas, envolvendo áreas como a fisioterapia pélvica e mudanças no estilo de vida.
A avaliação urológica é fundamental para homens com sintomas persistentes ou sinais de alerta, permitindo o diagnóstico precoce e a instituição do tratamento adequado."
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