Pessoas 50+ lidam melhor com pressão emocional ao longo da vida, diz estudo
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São Paulo - Pessoas 50+ nascidas entre 1950 e 1970 podem ter mais vantagens para lidar com a pressão emocional ao longo da vida, segundo um estudo da revista científica BMJ Mental Health realizado nos Estados Unidos com mais de 10 mil adultos acima dos 50 anos.
A pesquisa identificou que níveis mais altos de resiliência psicológica estão associados a menor risco de mortalidade e melhor capacidade de enfrentar situações difíceis.
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O levantamento analisou dados do Estudo de Saúde e Aposentadoria dos EUA, conhecido como HRS. Os pesquisadores concluíram que idosos com maior resiliência apresentaram taxas de sobrevivência mais altas ao longo do acompanhamento de mais de 12 anos.
A geração nascida entre as décadas de 1950 e 1970 cresceu em períodos marcados por mudanças econômicas, transformações sociais e desafios profissionais. Esses fatores que podem ter contribuído para o desenvolvimento de maior adaptação emocional diante de crises e situações de pressão.
Durante a análise com os participantes, foram registradas 3.489 mortes por diferentes causas. Os resultados mostraram uma relação direta entre níveis mais elevados de resiliência psicológica e redução do risco de mortalidade.
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Entre os participantes com os maiores índices de resiliência, a probabilidade de sobrevivência em 10 anos chegou a 83,9%. Já no grupo com menor resiliência, o índice ficou em 61%.
Mesmo após ajustes relacionados a doenças, hipertensão, câncer, diabetes, tabagismo e atividade física, a associação entre resiliência e longevidade continuou significativa.
A resiliência psicológica é a capacidade de enfrentar dificuldades, se adaptar a mudanças e manter estabilidade emocional diante de situações adversas”, aponta a pesquisa.
Segundo os pesquisadores, fatores como propósito de vida, apoio social, autoconfiança e controle emocional ajudam a fortalecer essa habilidade.
O estudo também destaca que pessoas mais resilientes tendem a lidar melhor com perdas, mudanças profissionais, problemas financeiros e doenças crônicas, reduzindo impactos negativos na saúde mental e física.
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A análise reforça que hábitos como atividade física, relações sociais positivas e sensação de propósito de vida estão ligados a melhores indicadores de saúde mental, resiliência psicológica e maior longevidade.
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