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PrEP injetável contra o HIV deve ser aprovada em agosto, diz Padilha

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A decisão final sobre a inclusão desse método no SUS será analisada pela Conitec em agosto deste an - Envato
A decisão final sobre a inclusão desse método no SUS será analisada pela Conitec em agosto deste an
Por Emanuele Almeida

28/07/2026 | 11h42

São Paulo - O Brasil sedia pela primeira vez na América do Sul, a 26ª Conferência Internacional de Aids. O encontro, que reúne os maiores especialistas e gestores do mundo no tema, acontece nesta semana no Rio de Janeiro. Um dos destaques é o anúncio de estratégias que prometem transformar a prevenção do HIV no País através do Sistema Único de Saúde (SUS), como o oferecimento e Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) injetável de longa duração. 

O Ministério da Saúde afirma estar avaliando a incorporação da PrEP injetável de longa duração. Diferente da versão oral já disponível, que exige uma disciplina diária, a nova tecnologia consiste em uma aplicação administrada a cada dois meses.

Durante a abertura do evento, nesta segunda-feiram, 27, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que essa alternativa busca facilitar o cuidado para pessoas que possuem dificuldades em manter a rotina de medicação diária.

A decisão final sobre a inclusão desse método no SUS será analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) em agosto deste ano.

O que é a PrEP?

A PrEP é uma estratégia preventiva contra o HIV voltada a pessoas soronegativas com maior vulnerabilidade à infecção. No Brasil, o SUS disponibiliza a versão oral com acompanhamento médico contínuo, mas a escolha pela melhor forma de prevenção é sempre individualizada, respeitando a rotina e as necessidades de cada paciente.

Além da opção atual, o Ministério da Saúde ressaltou que monta estratégias pensando no futuro da prevenção ao apoiar pesquisas de inovação no País, como os medicamentos de ação prolongada que vêm sendo desenvolvidos pela Fiocruz em parceria com o setor privado.

Hoje no SUS é oferecido do tratamento antirretroviral ao suporte clínico e multiprofissional para pessoas que vivem com HIV, passando por métodos preventivos e diagnósticos variados, como preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testes rápidos e autotestes.

Metas alcançadas

Os dados apresentados no evento traçam um cenário de progresso contínuo no Brasil em relação à Aids:

  • Redução da mortalidade: em 2024, o País registrou uma queda de 13% nos óbitos por Aids em comparação ao ano anterior;
  • Eficiência no diagnóstico: nos últimos três anos, a disponibilidade de testes rápidos dobrou na rede pública, permitindo que mais de 20% dos pacientes iniciem o tratamento no mesmo dia da confirmação;
  • Luta contra a transmissão vertical: o Brasil foi reconhecido pela OPAS/OMS em dezembro de 2025 por eliminar a transmissão de mãe para filho como um problema de saúde pública, mantendo taxas de infecção em níveis mínimos.

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