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São Paulo começa projeto-piloto de vacinação contra chikungunya no interior

Reprodução/Instituto Butantan

O projeto-piloto também vai acontecer em outros nove municípios nos Estados de Minas Gerais, Sergipe e Ceará - Reprodução/Instituto Butantan
O projeto-piloto também vai acontecer em outros nove municípios nos Estados de Minas Gerais, Sergipe e Ceará
Por Emanuele Almeida

03/02/2026 | 12h05

São Paulo, 03/02/2026 — O Governo de São Paulo iniciou na segunda-feira, 2, um projeto-piloto pioneiro de vacinação contra a chikungunya em Mirassol, no interior do Estado. A ação marca a estreia, em solo brasileiro, do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva.

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Aprovada pela Anvisa em abril de 2025, a vacina já é utilizada no Canadá, Reino Unido e União Europeia. O secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, celebrou a iniciativa: “Estamos diante de um marco histórico. Mirassol está entre os primeiros municípios selecionados, colocando a região na linha de frente de uma proteção inédita.”

A escolha de Mirassol foi estratégica: a cidade viu os casos prováveis saltarem de apenas 1, em 2023, para 833 em 2024. O projeto-piloto também vai acontecer em outros nove municípios em Minas Gerais, Sergipe e Ceará, ainda sem datas de início divulgadas.

As cidades foram escolhidas com base em um estudo epidemiológico que utilizou modelos matemáticos para prever quais regiões possuem maior risco de surtos de chikungunya entre 2025 e 2027. 

Quem pode se vacinar? 

A vacinação é gratuita e focada em moradores de Mirassol com idade entre 18 e 59 anos.

  • Contraindicações: imunodeficientes, gestantes e pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula não devem receber o imunizante, conforme orientação da Anvisa.
    Segurança 

Estudos clínicos mostram que a vacina é bem tolerada e gerou resposta imune em 99% dos voluntários nos testes realizados. O Butantan acompanhará os vacinados para comparar a efetividade da vacina em condições reais.

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O que é chikungunya?

Transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que transmite a dengue, a chikungunya é uma doença viral que provoca febre alta, manchas vermelhas e dores articulares que podem se tornar crônicas, além de, em casos raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e gerar problemas neurológicos. Em 2025, o estado de São Paulo registrou 7.733 casos e sete mortes; em 2026, já são 29 notificações até o fim de janeiro.

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