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Veja recursos do SUS para acolher e ajudar na prevenção do suicídio

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso, essencial para quem enfrenta momentos difíceis

Emanuele Almeida

Por Emanuele Almeida

23/09/2026 | 09h50

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Todos os atendimentos do CVV são prestados por voluntários treinados sem nenhum custo para o usuário - Adobe Stock
Todos os atendimentos do CVV são prestados por voluntários treinados sem nenhum custo para o usuário
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A campanha Setembro Amarelo visa a conscientizar e prevenir o suicídio e destaca, principalmente, o papel do Centro de Valorização da Vida (CVV) como um importante canal de apoio emocional no Brasil, onde cerca de 15.507 suicídios ocorrem anualmente.

O CVV oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia, com acesso via telefone, chat e e-mail, além de ser parte de uma rede de serviços de saúde pública que inclui CAPS, UBS e UPAs para suporte adicional.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O mês de setembro é marcado pela campanha do Setembro Amarelo, movimento dedicado à conscientização e à prevenção do suicídio. Entre os principais canais de auxílio no País está o Centro de Valorização da Vida (CVV), uma instituição que atua voluntariamente na prestação de apoio emocional e na prevenção do suicídio.

Trata-se de um grave problema de saúde pública mundial e nacional, registrando mais de 700 mil vítimas anuais no mundo e cerca de 15.507 casos por ano no Brasil — o que equivale a uma média diária de 42 mortes, de acordo com dados consolidados de 2021.

Porém, dados atualizados coletados pelo VIVA no Ministério da Saúde mostram que, nos últimos dez anos, mais de 26.675 mil idosos tiraram a própria vida no Brasil. De 2016 até o primeiro semestre de 2016, as pessoas com mais de 60 anos representam 17,87% de todos os casos de suicídio registrados no País no período analisado (149.259 casos totais).

Entre jovens de 15 a 29 anos, a condição figura como a quarta principal causa de óbito. Contudo, especialistas e entidades reforçam que o problema pode ser prevenido na maioria das vezes quando há informação, diálogo e acesso a redes de apoio.

O que é o CVV e como funciona?

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma organização encarregada de realizar atendimento humanizado e sigiloso para qualquer pessoa que esteja passando por momentos de sofrimento, angústia ou que precise conversar.
Os serviços do CVV possuem as seguintes características:

  • Gratuitos e voluntários: todos os atendimentos são prestados por voluntários
  • treinados sem nenhum custo para o usuário;
  • Sigilo absoluto: a privacidade de quem busca ajuda é totalmente preservada;
  • Funcionamento ininterrupto: o serviço está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Como entrar em contato com o CVV?

Existem diferentes canais para acessar o atendimento do CVV de qualquer região do Brasil:

  • Por telefone (gratuito): basta discar 188. A ligação é totalmente gratuita em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), podendo ser realizada a partir de qualquer telefone fixo ou celular;
  • Via internet (chat e e-mail): pelo site oficial www.cvv.org.br, é possível iniciar uma conversa via chat online ou enviar uma mensagem por e-mail.

Fique atento aos sinais de alerta

A prevenção começa pelo reconhecimento dos sinais de sofrimento psicológico. A pessoa sob risco pode demonstrar comportamentos que exigem atenção de familiares e amigos, principalmente se acumulados por pelo menos duas semanas. A membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Valmari Cristina Aranha, aponta os seguintes sinais:

  • Manifestações verbais ou escritas: frases como "vou desaparecer", "vou deixar vocês em paz" ou "queria dormir e nunca mais acordar" não devem ser interpretadas como chantagem, mas como alertas reais;
  • Isolamento e retração: o idoso passar a ficar excessivamente calado, isolado em casa ou afastado de seu convívio habitual;
  • Mudanças repentinas no padrão de comportamento: perda de prazer nas atividades, tristeza constante ou comportamento alterado sem explicação;
  • Sinais verbais e discursos autodepreciativos: frases como "viver para quê?", "não tenho mais motivo", "não quero dar trabalho/incomodar", "estou um trapo" ou "cansado de ter problemas";
  • Expressões indiretas de morte: Falas como "por que essa doença não me leva?" ou "Deus esqueceu de mim";
  • Linguagem não verbal e autonegligência: desleixo repentino com a higiene pessoal, aparência, roupas e desinteresse na manutenção da própria casa;
  • Abandono de tratamentos curáveis: recusa em seguir tratamentos médicos simples ou tomar remédios que trariam qualidade de vida.

Onde mais buscar ajuda no SUS?

Ao buscar auxílio profissional ou comunitário, a pessoa tem o direito fundamental de ser ouvida com respeito, privacidade e ter seu sofrimento levado a sério. Além da central 188 do CVV, a rede pública de saúde oferece acolhimento presencial por meio dos seguintes serviços:

  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  • Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24H), prontos-socorros e hospitais gerais;
  • SAMU 192 para situações de emergência. 

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