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Por Joyce Canele
redacao@viva.com.brSão Paulo, 30/08/2025 - Com o aumento da presença de pessoas idosas no ambiente digital, criminosos têm encontrado novas formas de aplicar golpes e se aproveitar da falta de familiaridade com certas ferramentas de segurança.
Um levantamento global da empresa de cibersegurança Kaspersky, mostra que 61% dos idosos já estão ativos nas redes sociais, 64% realizam compras pela internet e 68% utilizam plataformas digitais para gerenciar suas finanças.
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Apesar desse avanço, apenas 52% usam softwares de proteção e somente 30% configuram corretamente a privacidade de seus perfis.
Essa vulnerabilidade abre espaço para fraudes que exploram urgência, medo ou confiança em instituições conhecidas.
Para orientar o público, especialistas destacaram os principais golpes que afetam a terceira idade e como evitá-los.
Os criminosos ligam para a vítima fingindo ser do banco e alegam que houve movimentações suspeitas. Em seguida, solicitam senhas ou códigos de autenticação.
Com esses dados, conseguem acessar e esvaziar contas bancárias.
Publicações prometendo recompensas ou auxílios financeiros redirecionam a vítima para páginas falsas. O objetivo é coletar informações confidenciais e usá-las em fraudes.
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Golpistas enviam recados por WhatsApp ou redes sociais dizendo ser um familiar em situação de emergência. Usam histórias de acidente ou problemas jurídicos para pressionar a vítima a transferir dinheiro.
Redes gratuitas em cafés, shoppings ou aeroportos são usadas para interceptar informações como senhas e dados bancários.
As tecnologias de deepfake (vídeo) e deepvoice (áudio) utilizam inteligência artificial para criar conteúdos falsos que imitam com perfeição a imagem e a voz de pessoas reais, como artistas, influenciadores ou até autoridades.
Esses recursos vêm sendo usados de forma criminosa para enganar consumidores, vender produtos falsos ou até induzir pessoas a realizar transferências e transações financeiras fraudulentas.
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Segundo Fabiano Tricarico, diretor da Kaspersky para as Américas, o maior risco não é a idade em si, mas a falta de informação.
Golpistas exploram emoções como medo ou urgência, fazendo com que a vítima reaja sem refletir. É nesse momento que ocorrem os maiores prejuízos".
O guia da Kaspersky recomenda práticas simples para evitar problemas:
Além dos crimes virtuais, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alerta para golpes presenciais que também têm enganado consumidores, especialmente idosos.
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Um deles ocorre em entregas falsas de comida, presentes ou até exames médicos. O criminoso exige pagamento por cartão em maquininhas com visor danificado, digitando valores muito acima do correto. A vítima só percebe o golpe após a transação.
Outro esquema é a troca de cartão: o golpista observa a senha digitada e devolve um cartão diferente. Com o verdadeiro, faz compras em nome do cliente.
Há ainda relatos de criminosos se passando por taxistas, usando veículos adulterados. Nessas corridas, insistem no pagamento apenas por cartão físico para aplicar o golpe.
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Caso seja vítima de um golpe ou fraudes, a recomendação é acionar imediatamente o banco para bloquear transações e registrar boletim de ocorrência.
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