CONFIRA

Como organizar informações pessoais para casos de emergência ou morte

Especialista compartilha dicas de como organizar informações cruciais para facilitar procedimentos como internações, sepultamento e inventários

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

28/09/2026 | 08h16

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Anote os dados em um caderno, guarde em um local seguro e compartilhe com uma pessoa de confiança - Unsplash
Anote os dados em um caderno, guarde em um local seguro e compartilhe com uma pessoa de confiança
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Em momentos de crise, como doenças graves ou falecimentos, a falta de informações organizadas pode complicar decisões familiares. Para ajudar, a especialista Layla Vallias criou o 'Mapa do Legado', um checklist que organiza documentos e orientações essenciais.

O checklist abrange dados pessoais, gestão financeira, diretivas de saúde e preferências para despedidas, facilitando a vida dos familiares em situações delicadas. Vallias recomenda o uso de papel para anotações e sugere que as informações sejam divididas entre o presente e o futuro.

Além de manter as informações atualizadas, é crucial compartilhar o caderno com pessoas de confiança. A especialista enfatiza a importância de discutir as decisões com familiares para garantir que os desejos sejam respeitados em momentos difíceis.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Quando acontece um imprevisto grave de saúde ou falecimento, dezenas de decisões precisam ser tomadas de uma vez pela família, justamente em um momento de vulnerabilidade e incerteza. Para quem fica, muitas vezes faz falta ter as informações organizadas, o que pode facilitar processos como internações, sepultamento e inventários. 

Inspirada por esse tema, a especialista em longevidade e cofundadora do Data8, Layla Vallias criou um checklist que nomeou de Mapa do Legado, no qual ajuda a organizar documentos e decisões importantes para a família nessas situações.

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Dentre as recomendações, ela indica organizar as informações em eixos fundamentais, como dados pessoais, orientações sobre gestão financeira e bancária, diretivas de saúde, acesso à vida digital e preferências para a despedida.

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Vallias diz que 'o bom e velho papel ainda é uma ótima opção' para guardar esse tipo de informação. "Anote os dados em um caderno ou pasta física, guarde em um local seguro e conte para uma ou duas pessoas de confiança onde ele está", orienta.

Ela sugere dividir as informações em duas partes principais: uma para o mapeamento do que existe hoje e outra para definir escolhas para o futuro. Veja um resumo abaixo; para acessar o check-list completo, clique aqui:

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Parte 1: Mapa da minha vida

Espaço para organizar os documentos e registros, sinalizando onde estão guardados e quem tem acesso em casos de emergência:

Dados pessoais e de apoio: Liste nome completo, documentos fundamentais (como certidão de casamento, passaporte, RG etc.), localização da documentação física e indique formalmente quem será a pessoa principal responsável por coordenar tudo caso algo aconteça.

Saúde e cuidados: Anote dados de plano de saúde, condições médicas, medicamentos de uso contínuo e contatos de médicos de referência. Inclua a indicação de preferências de cuidados em caso de perda de autonomia (se prefere cuidados em casa, em instituição de longa permanência/casa de repouso e a origem dos recursos para esses custos).

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Aspecto financeiro e bens: Indique se você tem contas bancárias, investimentos, corretoras, previdência privada (com beneficiários), seguros vigentes, dívidas, além da relação de imóveis, veículos e contratos relevantes em seu nome.

Vida digital: Identifique o uso de gerenciadores de senhas, mecanismos de acesso de emergência aos dispositivos, acesso a redes sociais e assinaturas ativas que deverão ser canceladas.

Para empresários: Especifique o CNPJ, quadro societário, contatos do contador/advogado e se existem acordos de sócios ou cláusulas de sucessão. 

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Parte 2: Decisões que quero deixar claras

Orientações diretas para poupar seus entes queridos de escolhas difíceis no momento de dor: 

Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV): Registre seus desejos sobre tratamentos médicos, cuidados paliativos, suporte artificial de vida, bem como a opção quanto à doação de órgãos. Caso julgue necessário, essas orientações também podem ser formalizadas em um testamento vital.

Testamento, itens de afeto e pets: Informe a existência de testamento, herdeiros ou certidões. Liste também itens de valor afetivo e para quem deverão ser entregues, além das orientações de quem assumirá os cuidados e custos com os animais de estimação.

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Planejamento da despedida: Deixe definido se prefere cremação ou sepultamento, detalhes sobre planos funerários ou jazigo familiar, estilo da cerimônia (religiosa, laica ou íntima), além de detalhes específicos como músicas, leituras ou mensagens de despedida. 

Parte 3: Compartilhe o caderno e mantenha dados atualizados

A especialista recomenda escolher alguém de confiança com quem compartilhar as anotações e não apenas guardar o caderno sem que ninguém saiba da existência. Indica também revisitar as anotações de tempos em tempos, considerando eventuais mudanças de contas, endereços, números e senhas.

De nada adianta preencher tudo e não conversar com quem você mais confia. Fale sobre suas decisões. Conte onde o seu caderno está. E deixe claro o que é importante para você." 
Layla Vallias, especialista em longevidade

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