‘Jack Ryan’: série foi profética ao falar sobre ataque dos EUA à Venezuela?
Reprodução Instagram
São Paulo, 05/01/2026 - Jack Ryan, série disponível para assistir no streaming Prime Vídeo, ganhou repercussão nas redes sociais após fãs encontrarem semelhanças entre a trama de sua 2.ª temporada, lançada em 2019, e a atual situação de crise entre os Estados Unidos e a Venezuela, que culminou com a prisão de Nicolás Maduro.
Uma das cenas que mais tem sido lembrada mostra o protagonista, vivido por John Kracinski, dando uma palestra diante de uma sala repleta de alunos. Ele questiona sobre qual a maior ameaça aos EUA e ouve respostas como "China", "Rússia" e "Coreia do Norte".
Em seguida, comenta a respeito da posição estratégica e dos recursos naturais disponíveis na Venezuela, descrita pela série como um local repleto de "petróleo e minerais".
Em seguida, relata que o país sofre nas mãos de um ditador que reduziu a economia pela metade, aumentou índices de pobreza em 400% e aposta no orgulho nacionalista para se reeleger. A série, porém, o chama de Nicholas Reyes, sem nenhuma menção direta a Nicolás Maduro. Sua opositora é uma mulher chamada Gloria Benaldi.
(Atenção: o parágrafo a seguir pode conter spoilers!)
No decorrer de Jack Ryan, graças à interferência do norte-americano, Reyes finalmente é "derrubado". Os contornos são mais dramáticos, com a população invadindo o palácio presidencial.
Ataque na Venezuela
Neste sábado (03), os EUA lançaram uma ação militar contra Venezuela e capturaram seu presidente e esposa, que seguiram para prisão em Nova York. Durante coletiva para falar sobre o ataque, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que suas forças de segurança vão permanecer no país "até transição segura, adequada e criteriosa".
Trump disse ainda que a operação serve de alerta para qualquer um que ameace a soberania dos Estados Unidos e que a intervenção reafirma o poder americano. "Reafirmamos poder americano no hemisfério ocidental. Ele jamais será questionado novamente".
Em entrevista a NBC News, no domingo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que os EUA estão em guerra contra organizações de narcotráfico e não contra a Venezuela.
Em reação ao ataque, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro divulgou um posicionamento conjunto dos governos do Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha. O comunicado aponta preocupação com a “apropriação externa” de recursos naturais da Venezuela e pede que a ONU atue para a desescalada de tensões, após o ataque dos Estados Unidos.
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