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Como brincar o Carnaval de forma inteligente e sem dívidas

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Ser previdente não impede de curtir a festa e garante momentos de genuína e merecida alegria - Adobe Stock
Ser previdente não impede de curtir a festa e garante momentos de genuína e merecida alegria
Por Fabiana Holtz

09/02/2026 | 08h20

São Paulo, 09/02/2026 - Controle de gastos e planejamento não parecem ser palavras que combinem com Carnaval, certo?  Errado. Ser previdente e ter clareza sobre suas emoções é fundamental para manter sua vida financeira em ordem no restante do ano e não representa impeditivo para se divertir. 

Conceito básico da educação financeira, ter consciência de quanto você tem disponível para gastar nesse momento de festa é o primeiro passo.  Principalmente por se tratar de um feriado prolongado e  que pode envolver viagens e despesas mais parrudas.

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Acompanhe a seguir as principais dicas preparadas pelo VIVA com a ajuda de especialistas em finanças pessoais e planejamento financeiro, para manter suas contas em dia com o Carnaval.

Defina um orçamento e siga o plano

Essa dica pode garantir sua tranquilidade financeira para o restante do ano. Encare isso como um autocuidado, não uma restrição.

  • Prepare com antecedência suas saídas.
  • Coloque na ponta do lápis as despesas com transporte, alimentação e lazer.

Um exemplo simples: separei R$ 200 para gastar por dia. Se ao longo da festa esse teto for atingido, essa é a hora de voltar para casa.

O ideal é pensar a diversão do Carnaval com o orçamento fechado, ensina o professor de Finanças da FGV EESP, Henrique Castro.

Não dá para sair e curtir o bloquinho ou a festa com os amigos e ver o que gastou somente no dia seguinte. É preciso tratar o Carnaval como um pacote de viagem e fechar o orçamento de quanto pretende gastar no período todo antes de sair para a folia".

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Cuidado com a 'inflação da rua'

É preciso ter claro que existe o que chamamos de 'inflação da rua'. O consumo fora de casa é bem mais caro. Uma dica preciosa que tem potencial de gerar boa economia é levar de casa itens essenciais, como água e lanches.

Se possível faça um 'esquenta' em casa para limitar gastos. Essa é uma economia que vale a pena", diz o professor.

A dica vale também para o transporte. "Pegar um carro de aplicativo depois do bloquinho, por exemplo, é mais caro. Leve o seu bilhete único e aproveite o transporte público. O metrô estará aberto 24h. Não tem desculpa", ensina o professor Castro.

A psicóloga financeira Luciana Cardoso, autora do livro "O correto é prosperar", concorda. Ela complementa com uma resposta direta aos que se sentem um pouco encabulados de fazer esse tipo de economia. "Vergonha não paga boleto".

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Saiba dizer não

Dizer não em certos momentos, principalmente quando a questão envolve dinheiro, é fundamental.  "Tenha consciência que você pode dizer não a um convite se o gasto extrapolar o seu orçamento. Isso não te torna egoísta ou estraga festa, apenas mostra que é uma pessoa que sabe impor limites e os respeita", afirma Luciana Cardoso.

Muitas pessoas não gastam apenas para celebrar. Gastam para aliviar tensões, esquecer frustrações ou compensar uma rotina pesada. Quando o prazer vira exceção, ele costuma vir acompanhado de excesso e, depois, de culpa", diz a psicóloga financeira.

Ela pontua que o brasileiro tem dificuldade cultural em dizer não. Mas é importante ter consciência inclusive das consequências que um 'sim' fora do lugar podem representar para as suas finanças no futuro.

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Evite gatilhos  

Cuidado com os gatilhos emocionais que podem levar ao descontrole das suas finanças. Sempre avalie se o gasto está ligado ao momento da festa ou se você está tentando compensar cansaço, frustração ou comparação social.

Avalie com cuidado se o gasto em questão não está sendo motivado por busca de status ou a pressão dos amigos. Afinal, quem vai se entender com o banco depois é você.

Procure programas que façam mais sentido para o seu momento e viva essas experiências sem culpa. Existem vários programas gratuitos na cidade que podem te trazer alegria". 

Luciana Cardoso defende aqui o poder de um 'não' bem colocado mais uma vez. "Não precisa ir em uma festa cara só porque os amigos chamaram. Em primeiro lugar, se pergunte se o local em questão te agrada, o estilo, a música, se tem a ver com você".

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Reutilize, recicle e se divirta

Repaginar aquela fantasia do ano anterior ou redefinir um acessório que estava lá no fundo do guarda-roupa, além de divertido evita novos gastos e ativa a sua criatividade. "Dar uma nova cara para essa roupa, repetindo alguns itens, é bem interessante e ajuda na economia", aconselha o professor Henrique Castro.

Essa é uma recomendação simples principalmente para quem brinca o Carnaval todos os anos e já tem alguns acessórios em casa. 

"Eu acho inclusive que isso de reutilizar recursos combina com a energia do Carnaval", afirma Luciana Cardoso. 

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Fuja de parcelamentos longos

E lá vai a última dica, mas não menos importante: evite parcelamentos mais longos em seu cartão de crédito. Principalmente neste momento de contas altas no início de ano, quando outros tantos compromissos sazonais como IPTU, IPVA e material escolar já estão ocupando o orçamento.

Na prática, se enrolar no cartão irá representar um endividamento mais prolongado, que será lembrado por vários meses. A dica vale também para gastos menores, que podem acabar se tornando uma bola de neve.

Saiba que decisões inteligentes e um bom planejamento podem te trazer um prazer mais prolongado do que uma semana de folia. Para seguir esse caminho é preciso descontruir a lógica da culpa em sua mente, entendendo que prazer e responsabilidade podem coexistir. Lembre daquele ditado popular: "se custa a sua paz, custa caro demais."

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