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Desenrola 2.0: como será o novo programa de renegociação de dívidas

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Novo Desenrola deve ter descontos de até 90% em dívidas e juros menores - Adobe Stock
Novo Desenrola deve ter descontos de até 90% em dívidas e juros menores
Por Pedro Marques

28/04/2026 | 10h13

São Paulo - O governo federal deve apresentar ainda nesta semana um novo programa de renegociação de dívidas, que já está sendo chamado de Desenrola 2.0. A ideia é permitir que pessoas endividadas renegociem seus débitos com condições melhores, como juros menores e descontos relevantes.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a expectativa é que o programa alcance “dezenas de milhões” de pessoas. O foco está principalmente em dívidas comuns do dia a dia, como cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial — justamente aquelas que costumam ter juros mais altos.

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O Desenrola 2.0 surge como uma tentativa de dar fôlego financeiro às famílias, mas também vem com um recado claro: não se trata de um programa recorrente. Ou seja, a renegociação é vista como uma oportunidade pontual para colocar as contas em dia e evitar o acúmulo de dívidas no futuro.

Quem vai poder aderir ao Desenrola 2.0?

O programa deve ser voltado principalmente para pessoas físicas com dívidas em modalidades de crédito mais caras. Entre elas estão o cartão de crédito, o crédito pessoal e o cheque especial. Além disso, haverá um esforço para que o processo seja simples e direto, com os próprios bancos chamando os clientes para renegociar.

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Outro ponto que entra no pacote é a educação financeira. Bancos e governo sinalizaram que querem orientar melhor os consumidores para evitar novos ciclos de endividamento. Também estão previstas algumas restrições, como limitações relacionadas a apostas para beneficiários do programa.

De quanto será o desconto nas dívidas?

Os descontos prometem ser um dos principais atrativos. De acordo com o ministro Dario Durigan, os abatimentos podem chegar a até 90% do valor das dívidas, dependendo do caso.

Isso significa que débitos antigos ou com juros acumulados podem ser reduzidos de forma significativa, facilitando a quitação. A lógica é permitir que mais pessoas consigam, de fato, sair da inadimplência.

Como o governo pretende reduzir os juros?

Hoje, algumas dessas dívidas têm juros mensais que variam entre 6% e 10%. No Desenrola 2.0, a proposta é justamente baixar essas taxas par algo em torno de 2% ao mês. Para isso, o governo negociou diretamente com bancos e instituições financeiras.

Além disso, haverá apoio do Fundo Garantidor de Operações, que ajuda a reduzir o risco das operações para os bancos. Na prática, isso abre espaço para oferecer crédito com condições melhores.

Saque do FGTS

Uma das medidas previstas é a possibilidade de usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.

Diferente de outras situações, o saque terá uso direcionado: o dinheiro só poderá ser retirado para pagar débitos. Além disso, haverá um limite para esses saques.

A ideia é evitar que o trabalhador use o fundo para contrair novas dívidas e, ao mesmo tempo, permitir que ele limpe o nome e recomece com mais tranquilidade.

Quando vai ser anunciado

O programa já está praticamente fechado após rodadas de negociação entre o governo e os bancos. O ministro Dario Durigan afirmou que levará os últimos detalhes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 28.

A expectativa é que o anúncio oficial aconteça ainda nesta semana, com todas as regras, prazos e condições detalhadas para a população.

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