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O que é efeito K e o que ele muda na minha vida?

Crédito: Pixabay

Após uma crise (como a pandemia), a economia não se recupera de forma igual para todo mundo. - Crédito: Pixabay
Após uma crise (como a pandemia), a economia não se recupera de forma igual para todo mundo.

Por Larissa Crippa

redacao@viva.com.br
18/01/2026 | 16h02

São Paulo, 18/01/2026 - O efeito K representa uma realidade onde após uma crise (como a pandemia), a economia não se recupera de forma igual para todo mundo. Segundo um artigo do portal Economics Help, enquanto famílias de renda mais alta veem seus ganhos e sua produção aumentarem, famílias de baixa renda permanecem estagnadas ou até enfrentam queda nas condições econômicas.

Em vez de toda a economia voltar a crescer de forma conjunta, o período pós-crise se divide em dois caminhos: um “braço” do K aponta para cima, indicando crescimento, e o outro para baixo, sinalizando estagnação ou retrocesso.

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E como sentimos isso, na prática?

Na prática, o efeito K aparece quando os números da economia "melhoram", mas a realidade continua difícil para muita gente. Enquanto uma parcela da população consegue poupar, investir, trocar de carro ou até comprar um imóvel, outra segue lidando com desemprego, informalidade, endividamento e perda de poder de compra. O crescimento existe, mas não chega a todos.

Esse descompasso também fica evidente no consumo e nos serviços. Restaurantes caros, viagens internacionais e o mercado financeiro aquecem, ao mesmo tempo em que o varejo popular, o comércio de bairro e setores como turismo e lazer enfrentam queda ou recuperação lenta.

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E como acabar com esse efeito? 

Um artigo publicado no US Bank e outro no jornal Fortune trazem o consenso de que a solução está na criação de políticas que façam o crescimento “chegar embaixo”. Isso inclui investimento em emprego e renda, valorização do salário mínimo, políticas de qualificação profissional, crédito acessível para pequenos negócios e uma tributação mais progressiva, em que quem ganha mais contribui proporcionalmente mais, como a recente proposta da taxação das grandes fortunas. 

Especialistas reforçam que o setor privado também tem responsabilidade. Empresas podem contribuir com geração de empregos formais, salários mais justos, programas de capacitação e inclusão produtiva. Além disso, decisões de investimento que priorizem apenas ganhos financeiros de curto prazo tendem a reforçar o “lado de cima” do K, enquanto estratégias voltadas ao desenvolvimento local ajudam a equilibrar a recuperação.

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Já a sociedade pode atuar por meio de participação política e pressão por políticas públicas eficazes. Cobrar transparência, apoiar iniciativas coletivas e escolher representantes comprometidos com redução da desigualdade são formas de enfrentar o efeito K.

Efeito K usado para explicar bens públicos

O efeito K também pode ser mencionado em outros contextos, como que para bens públicos. Segundo um artigo publicado no Jornal da USP, neste contexto ele exemplifica o quanto cada pessoa acha um bem público útil, vendo-o geralmente com menos valor do um bem privado. 

Esse fenômeno explica que um bem usado por todos possui um certo "valor social", na maioria das vezes pouco compreendido.

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Por exemplo: pense em uma praça pública, que pode ser frequentada por qualquer um. Você adora essa praça, seu vizinho gosta menos, e tem outro morador que nem liga. A "soma" do valor dessa praça seria a quantidade que cada um gosta dela (muito, pouco, quase nada), mas o "resultado" não muda que gostando muito ou pouco, ela ainda é de todos.

Compreender essa lógica é fundamental para reconhecer que bens públicos não “valem menos” por estarem disponíveis a todos. Pelo contrário: seu valor social nasce justamente da soma dos benefícios individuais, ainda que cada pessoa os perceba de forma diferente.

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Independente do sentido empregado, o efeito K ajuda a perceber por que investir no coletivo é essencial.

Palavras-chave dinheiro economia pandemia renda

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