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⁠Amizades são vínculos essenciais, principalmente após os 50; entenda

Foto: Envato Elements

Seja nos grandes centros urbanos ou em cidades menores, manter laços sociais ativos tem se mostrado decisivo para enfrentar solidão - Foto: Envato Elements
Seja nos grandes centros urbanos ou em cidades menores, manter laços sociais ativos tem se mostrado decisivo para enfrentar solidão

Por Joyce Canele

redacao@viva.com.br
02/02/2026 | 08h00

São Paulo, 02/02/2026 - As amizades continuam presentes na vida da maioria das pessoas após os 50 anos. Nove em cada dez adultos dessa faixa etária dizem ter ao menos um amigo próximo. É o que atesta uma pesquisa conduzida pela Universidade de Michigan que ouviu adultos com 50 anos ou mais para entender como as amizades próximas influenciam a saúde, o bem-estar e o envelhecimento.

O levantamento, realizado em agosto de 2024 pelo Institute For Healthcare Policy & Innovation University Of Michigan, ajuda a explicar por que, em um momento da vida marcado por mudanças físicas, emocionais e sociais, manter amigos próximos segue sendo um fator decisivo para a qualidade de vida.

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Quase metade dos adultos 50+ mantém entre um e três vínculos desse tipo, enquanto pouco mais de 40% contam com quatro ou mais amigos próximos.

Essas relações vão além da convivência social. Estudos sobre envelhecimento já indicam que laços de amizade ajudam a reduzir o isolamento, estimulam hábitos mais saudáveis e funcionam como uma rede de apoio emocional em momentos de dificuldade.

Os dados da pesquisa reforçam esse papel, quanto mais sólidas e frequentes são as amizades, menor a sensação de solidão.

Saúde e rede de amigos 

A pesquisa mostra uma diferença clara quando a saúde entra em cena. Entre pessoas que avaliam sua saúde mental ou física como regular ou ruim, a ausência de amigos próximos é mais comum. Nesse grupo, cerca de um quinto afirma não ter nenhum amigo próximo.

Além disso, quase metade dos entrevistados com saúde mental regular ou ruim diz não ter amigos suficientes.

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O sentimento de isolamento aparece com mais frequência justamente entre aqueles que percebem suas relações sociais como frágeis ou escassas.

Homens e pessoas entre 50 e 64 anos também aparecem com maior probabilidade de relatar a falta de amizades próximas, em comparação com mulheres e adultos mais velhos.

Novas amizades

Embora quase metade dos entrevistados diga que fazer amigos ficou mais difícil depois dos 50, o interesse em novas amizades permanece alto. Três em cada quatro demonstram algum grau de disposição para ampliar sua rede social.

O interesse é maior entre quem mora sozinho ou sentiu falta de companhia recentemente. Já pessoas com saúde física regular ou ruim e aquelas mais jovens dentro do grupo dos 50+ tendem a mostrar menos entusiasmo em formar novos vínculos.

Contato frequente faz diferença

A regularidade do contato é outro fator decisivo. Uma parte dos entrevistados mantém contato diário ou quase diário com amigos próximos, enquanto outros se comunicam semanalmente ou apenas uma ou duas vezes por mês.

Quanto maior a frequência de interação, menor a chance de relatar falta de companhia. A maioria considera a quantidade de contato adequada, mas quase um terço gostaria de estar mais presente na vida dos amigos. Esse desejo é ainda mais forte entre pessoas com saúde mental avaliada como regular ou ruim.

As formas de contato também se diversificaram. Conversas presenciais seguem predominando, mas telefone e mensagens de texto ocupam espaço semelhante, mostrando que a tecnologia já faz parte da manutenção das amizades nessa fase da vida.

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Amizades entre gerações

Quase metade dos adultos com 50 anos ou mais mantém ao menos um amigo próximo de outra geração, seja alguém significativamente mais velho ou mais jovem. Em muitos casos, essas relações atravessam as duas pontas, reunindo amigos de gerações anteriores e posteriores.

Esses vínculos intergeracionais ampliam a troca de experiências, perspectivas e apoio, ajudando a manter a vida social ativa e diversa.

Apoio à saúde vem dos amigos

Os amigos próximos também exercem um papel prático no cuidado com a saúde. A maioria das pessoas diz poder contar com eles para apoio emocional e para conversar sobre questões de saúde.

Além disso, muitos relatam ter sido incentivados por amigos a adotar hábitos mais saudáveis, procurar um profissional diante de sintomas ou abandonar comportamentos considerados prejudiciais.

Em situações mais concretas, amigos ajudam durante doenças, buscam medicamentos e até acompanham consultas médicas.

Esse tipo de apoio informal complementa o cuidado profissional e pode facilitar decisões importantes relacionadas à saúde.

Manter laços exige mais esforço

Manter amizades ao longo do tempo também pode se tornar um desafio. Um terço dos adultos mais velhos considera que isso ficou mais difícil do que na juventude, percepção que se intensifica entre aqueles com problemas de saúde física ou mental.

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Ainda assim, a maioria avalia que manter amizades hoje é semelhante ao que foi em fases anteriores da vida, indicando que, apesar das mudanças, os vínculos continuam possíveis e relevantes.

Qual a importância de uma amizade duradoura?

Com o passar dos anos, amizades verdadeiras se revelam ainda mais valiosas. São relações que atravessam fases, silenciam quando necessário e permanecem firmes nos momentos difíceis. A durabilidade não está na frequência do contato, mas na profundidade do vínculo.

Conforme reportagem publicada pelo VIVA, amigos de longa data acompanham transformações, conquistas e fracassos. Conhecem diferentes versões da mesma pessoa e, ainda assim, permanecem. Em um mundo acelerado e marcado por relações descartáveis, essas conexões são raras e preciosas.

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