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Co-housing: como funciona essa divisão de moradias?

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O Brasil, conhecido por sua cultura calorosa e sociável, tem mostrado crescimento no número de pessoas morando totalmente sozinhas. - Pixabay
O Brasil, conhecido por sua cultura calorosa e sociável, tem mostrado crescimento no número de pessoas morando totalmente sozinhas.

Por Larissa Crippa

redacao@viva.com.br
01/02/2026 | 16h07

São Paulo, 01/02/2026  - O Brasil, conhecido por sua cultura calorosa e sociável, tem mostrado crescimento no número de pessoas morando totalmente sozinhas.

Dados do IBGE divulgados em 2025 mostram que o país chegou a 14,4 milhões de pessoas morando sozinhas em 2024, o equivalente a 18,6% dos domicílios, um movimento impulsionado principalmente pelo envelhecimento da população. 

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Entre o final do ano passado até agora, idosos com 60 anos ou mais já representam 40,5% dos lares unipessoais. Além de possíveis problemas relacionados à solidão e a falta de cuidados adequados, o custo da habitação no país também é um problema.

Despesas de moradia continuam crescendo no país 

No início de 2025, segundo o índice FipeZAP, o aluguel médio no Brasil alcançou R$ 57,59 por metro quadrado, enquanto São Paulo lidera como a capital mais cara, com um imóvel de 50 m² custando, em média, R$ 2.879 por mês, valor que pode ultrapassar R$ 100 o m² em bairros de alto padrão, como a Vila Olímpia. Essa realidade impulsiona uma modalidade cada vez mais comum: o cohousing.

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O cohousing é um modelo de habitação colaborativa no qual cada morador mantém sua casa ou unidade privada, mas divide áreas e serviços comuns, como espaços de convivência, lavanderia, jardins ou refeições ocasionais.

Por onde começar?

Para começar de forma segura, o ideal é iniciar com pessoas já conhecidas, como amigos, casais ou ex-colegas, alinhando desde o início regras de convivência, participação nas despesas, tomada de decisões e expectativas sobre privacidade. 

Quem não dispõe desse grupo pode buscar comunidades em formação, cooperativas habitacionais ou grupos especializados em cohousing sênior, sempre priorizando encontros presenciais, períodos de convivência-teste e contratos claros. 

O apoio de assessoria jurídica, cooperativa ou instituição especializada ajuda a definir o modelo (aluguel, cooperativa ou cessão de uso), evitando conflitos e garantindo segurança financeira e emocional a longo prazo. É possível buscar informações de cohousings já existentes na sua região pelo Google, Instagram ou Facebook.

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