Hugo Motta confirma Paulo Azi na relatoria do fim da escala 6x1
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Brasília, 24/02/2026 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que o deputado Paulo Azi (União-BA) foi indicado para exercer a função de relator da proposta de fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). As declarações ocorreram nesta terça-feira, 24. Segundo Motta, a indicação de Azi ocorreu por parte do atual presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA).
"Estivemos ao lado do deputado Leur Lomanto, que indicou para ser o relator dessa proposta o deputado Paulo Azi, que é o ex-presidente da Comissão e que tem até o mês de março para trabalhar a discussão dessa admissibilidade".
A cautela quanto a desoneração
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que considera "precipitado" dizer se a desoneração da folha de pagamentos será uma política adotada para compensar empregadores com a aprovação do fim da escala 6x1. As declarações ocorreram nesta terça-feira, 24, ao ser questionado sobre o posicionamento de frentes parlamentares em favor da desoneração.
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De acordo com Motta, a discussão sobre a desoneração deve se dar na comissão especial sobre a PEC da escala 6x1, após a aprovação do texto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Neste momento, o colegiado analisa somente a admissibilidade jurídica e constitucional da PEC, que incorpora as propostas dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP).
"Essa é uma medida que tem grandes impactos para o nosso país e precisa ser conduzida com muita cautela, com muita responsabilidade, sem ideologias, sem atropelos, sem podermos deixar que o palanque eleitoral possa liderar essa discussão, mas que tenhamos a condição de dizer que é justo o trabalhador, a trabalhadora, com o avanço das novas tecnologias, possa, sim, reivindicar um tempo de mais qualidade".
Motta continuou: "Nós entendemos que é justo esse debate, agora, sendo feito com responsabilidade, ouvindo a todos. Após a CCJ se manifestar, sendo aprovada a admissibilidade, nós vamos criar a comissão especial, que também vai ter esse intuito de elaborar esse texto e discutir essa questão da desoneração".
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Ele acrescentou: "Eu penso que é muito precipitado dizer agora o que vai acontecer. É preciso também dizer que nós precisamos ouvir o governo, ouvir o setor empresarial, o setor produtivo, para que a melhor proposta possa ser elaborada pelo nosso país".
Por Victor Ohana
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