Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Hugo Motta confirma Paulo Azi na relatoria do fim da escala 6x1

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara , Hugo Motta, confirma  o deputado Paulo Azi para exercer a função de relator do  fim da escala 6x1 na CCJ - Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara , Hugo Motta, confirma o deputado Paulo Azi para exercer a função de relator do fim da escala 6x1 na CCJ
Por Broadcast

24/02/2026 | 19h56

Brasília, 24/02/2026 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que o deputado Paulo Azi (União-BA) foi indicado para exercer a função de relator da proposta de fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). As declarações ocorreram nesta terça-feira, 24. Segundo Motta, a indicação de Azi ocorreu por parte do atual presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA).

"Estivemos ao lado do deputado Leur Lomanto, que indicou para ser o relator dessa proposta o deputado Paulo Azi, que é o ex-presidente da Comissão e que tem até o mês de março para trabalhar a discussão dessa admissibilidade".

A cautela quanto a desoneração 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que considera "precipitado" dizer se a desoneração da folha de pagamentos será uma política adotada para compensar empregadores com a aprovação do fim da escala 6x1. As declarações ocorreram nesta terça-feira, 24, ao ser questionado sobre o posicionamento de frentes parlamentares em favor da desoneração.

Leia também: Redução de jornada é 'tendência mundial e já vem acontecendo', diz Alckmin

De acordo com Motta, a discussão sobre a desoneração deve se dar na comissão especial sobre a PEC da escala 6x1, após a aprovação do texto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Neste momento, o colegiado analisa somente a admissibilidade jurídica e constitucional da PEC, que incorpora as propostas dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP).

 "Essa é uma medida que tem grandes impactos para o nosso país e precisa ser conduzida com muita cautela, com muita responsabilidade, sem ideologias, sem atropelos, sem podermos deixar que o palanque eleitoral possa liderar essa discussão, mas que tenhamos a condição de dizer que é justo o trabalhador, a trabalhadora, com o avanço das novas tecnologias, possa, sim, reivindicar um tempo de mais qualidade".

Motta continuou: "Nós entendemos que é justo esse debate, agora, sendo feito com responsabilidade, ouvindo a todos. Após a CCJ se manifestar, sendo aprovada a admissibilidade, nós vamos criar a comissão especial, que também vai ter esse intuito de elaborar esse texto e discutir essa questão da desoneração".

Leia também: Fim da escala 6x1 elevaria custo de empregados CLT em 7,84%, diz estudo

Ele acrescentou: "Eu penso que é muito precipitado dizer agora o que vai acontecer. É preciso também dizer que nós precisamos ouvir o governo, ouvir o setor empresarial, o setor produtivo, para que a melhor proposta possa ser elaborada pelo nosso país".


Por Victor Ohana

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias