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Varejo deve ter melhor Dia dos Pais em 12 anos, prevê CNC

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Dia dos Pais deve movimentar R$ 8,52 bilhões, alta de 2,9% em relação a 2025 - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Dia dos Pais deve movimentar R$ 8,52 bilhões, alta de 2,9% em relação a 2025
Por Broadcast

05/08/2026 | 15h04

Rio - O comércio varejista brasileiro deve movimentar R$ 8,52 bilhões no Dia dos Pais de 2026, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O valor representa alta de 2,9% em relação a 2025, já descontada a inflação, e coloca a data como a quarta mais importante do calendário do setor, com o melhor faturamento em 12 anos.

A CNC atribui o avanço ao mercado de trabalho mais aquecido. A taxa de desocupação está em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, o menor nível para o período desde 2012, enquanto a massa real de rendimentos cresceu 5,0% na comparação anual.

O faturamento deve se concentrar em vestuário (R$ 3,34 bilhões), perfumaria e cosméticos (R$ 1,72 bilhão) e utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,31 bilhão), que juntos somam quase 83% das vendas.

A CNC alerta ainda para a aceleração dos preços da cesta de presentes (+5,8%), acima do IPCA-15 projetado (+5,0%), com destaque para computadores (+11,9%) e perfumes (+9,8%), enquanto som, televisores e bebidas alcoólicas registram queda. A data também deve gerar 12,07 mil vagas temporárias no varejo, com taxa de efetivação estimada em 14,8%.

'Termômetro da economia'

Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o desempenho confirma o varejo como “termômetro da economia nacional”, impulsionado pela melhora do emprego e da renda, apesar da Selic ainda elevada.

"O comércio varejista, mais uma vez, mostra sua força em datas comemorativas fundamentais. O volume de vendas esperado reflete o impacto positivo da melhora na empregabilidade e proporcional consequência na renda média dos brasileiros, apesar do aperto monetário causado pela ainda alta taxa Selic", afirmou Tadros em nota nesta quarta-feira, 5.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, avalia que o crédito segue como obstáculo para um crescimento mais forte, devido ao endividamento recorde das famílias. O porcentual de lares com dívidas a vencer está em 81,64% pelo quinto mês consecutivo, e a inadimplência se mantém em 29,9%, perto do recorde de 30,5% do fim do ano passado.

"A queda do desemprego e o avanço da massa de rendimentos criaram um ambiente propício para o crescimento das vendas na data, como vimos em outras celebrações do calendário recente", afirmou o economista.

Por outro lado, observamos que o alto nível de endividamento das famílias e a fragilidade das condições de financiamento atuam como fatores limitantes, impedindo uma aceleração ainda mais robusta do consumo."

(Por Denise Luna)

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