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Cidadania e Direitos / Política

Como identificar vídeos de inteligência artificial durante as eleições

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Graças a evolução tecnológica, vídeos falsos são quase irreconhecíveis e podem ser gerados por qualquer pessoa má intencionada - Freepik
Graças a evolução tecnológica, vídeos falsos são quase irreconhecíveis e podem ser gerados por qualquer pessoa má intencionada
Por Felipe Cavalheiro

09/08/2026 | 08h00

São Paulo - Vídeos manipulados, áudios falsos e imagens hiper-realistas circulam com cada vez mais força nas redes sociais. A situação se agrava ainda mais no período eleitoral, com a inteligência artificial influenciando no voto antes que qualquer checagem seja feita. 

O líder de inteligência artificial da empresa BlueShift Brasil, Wesley Araújo, avalia que o maior perigo é a falta de desconfiança, especialmente quando a desinformação impulsionada por IA raramente se apresenta como uma mentira óbvia

Em períodos eleitorais, esse tipo de material pode interferir na formação de opinião antes mesmo que haja tempo para checagem ou contestação. Por isso, desenvolver senso crítico e compreender como a IA é usada na criação desses conteúdos se torna tão importante quanto acompanhar o debate político”, comenta o especialista.

Dicas para identificar um vídeo falso

Mesmo com o consumo responsável da informação cada vez mais dificultado, Wesley conta que alguns detalhs e padrões ajudam a acender alertas: 

  • Desconfie do contexto antes da aparência: conteúdos muito realistas nem sempre são verdadeiros. Pergunte-se: quem publicou? Em qual perfil apareceu primeiro? Há data, local e fonte claramente identificados?
  • Verifique se o conteúdo só existe nas redes sociais: quando algo é realmente relevante, costuma ser repercutido por veículos jornalísticos ou fontes confiáveis. Se está restrito a grupos ou perfis específicos, o alerta deve ser maior.
  • Observe suas expressões faciais e movimentos: movimentos rígidos ou bruscos, assim como expressões faciais que não acompanham a naturalidade da fala, podem indicar manipulação.
  • Perceba a textura da pele: brilhos incomuns, borrões ou ausência de marcas naturais, como rugas e poros, podem evidenciar alterações feitas por IA.
  • Utilize Ferramentas de Fact-Checking: plataformas especializadas podem confirmar ou refutar a autenticidade do conteúdo.

Por fim, o especialista lembra que algumas tecnologias já utilizam a própria IA para identificar conteúdos gerados por IA. Mesmo assim, reforça que nada substitui o olhar humano. 

A democracia depende diretamente da qualidade da informação que circula. Em tempos de inteligência artificial, isso exige mais atenção, mais educação midiática e mais responsabilidade coletiva” afirma.

* Estagiário sob supervisão de Claudio Marques

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