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Eleições 2026

Trump diz que aprovou visto para Flávio e família entrarem nos EUA

Departamento de Estado confirmou que emitirá vistos para o candidato derrotado à Presidência e seus familiares, com direito à permanência no país

Broadcast

Por Broadcast

28/10/2026 | 08h00

Peter Leone/O Fotográfico/Estadão Conteúdo

Flávio e sua família fugiram para os EUA pela Argentina - Peter Leone/O Fotográfico/Estadão Conteúdo
Flávio e sua família fugiram para os EUA pela Argentina
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a concessão de visto para o senador Flávio Bolsonaro e sua família, permitindo sua entrada no país após a fuga do Brasil, onde ele descumpriu uma ordem do STF para entregar passaportes.

Flávio e sua família deixaram o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais e foram para a Argentina, de onde embarcaram em um jato privado com destino aos Estados Unidos, evitando sobrevoar o território brasileiro.

A Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro e ele é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, enquanto Trump criticou o processo eleitoral brasileiro, mas afirmou não ter se envolvido na disputa.

Resumo gerado por IA

São Paulo e Brasília – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada desta quarta-feira, 28, que aprovou a concessão de visto para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família entrarem no país. Na noite de terça-feira, 27, um funcionário sênior do Departamento de Estado americano já havia confirmado à Broadcast que o órgão emitirá vistos para o parlamentar, sua mulher e suas duas filhas, permitindo a entrada no território americano.

Ao desembarcar na Base Aérea de Maryland, após participar de um comício no Texas, Trump disse que conhece Flávio “um pouco” e que aprovaria o ingresso dele e de seus familiares nos Estados Unidos.

“Não sei onde ele está. Ouvi dizer que ele está na Argentina. Mas eu certamente aprovaria [o ingresso de Flávio no país com a família]”, afirmou o presidente americano.

Trump também criticou o processo eleitoral brasileiro, embora tenha ressaltado que não se envolveu na disputa. “A maneira como eles chegaram ao resultado foi terrível”, disse. Em seguida, acrescentou: “Mas eu não estava envolvido. É o Brasil, um outro país”.

O presidente americano afirmou ainda que conhece “muito bem” o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador, e disse que ele foi “tratado muito mal”. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, após ter sido condenado a mais de 27 anos de detenção por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Fuga para os Estados Unidos

No fim da noite de terça-feira, Flávio e sua família cruzaram a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) à cidade argentina de Puerto Iguazú. De lá, embarcaram em um jato privado com destino a Guayaquil, no Equador, segundo informações divulgadas pelo órgão de migração argentino na madrugada desta quarta-feira.

O site argentino Infobae informou que o destino final da aeronave é os Estados Unidos, com uma parada em Guayaquil apenas para reabastecimento. A rota do avião evita sobrevoar o território brasileiro. A família viaja em um jato Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW, ainda de acordo com o veículo argentino.

Segundo um funcionário sênior do Departamento de Estado americano, o órgão concederá vistos ao senador e a seus familiares e permitirá que permaneçam nos Estados Unidos. Questionado sobre a categoria do documento, o funcionário disse não saber exatamente qual tipo de visto será emitido, mas afirmou que deve ser um que dê direito à permanência no país.

Havia indicações de que Flávio possuía dois passaportes brasileiros, um comum e outro diplomático, em razão de seu mandato parlamentar. Os documentos já teriam sido cancelados pelo governo brasileiro. O senador também contaria com um passaporte italiano, que permite a entrada de cidadãos europeus nos Estados Unidos sem visto para turismo ou negócios.

Descumprimento de ordem do STF

A fuga de Flávio do Brasil ocorreu após o senador descumprir uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes. O parlamentar havia sido intimado na segunda-feira, 26, e tinha até 24 horas para cumprir a ordem, prazo encerrado na terça-feira. Ele não compareceu para entregar os documentos.

A Polícia Federal comunicou o descumprimento a Moraes e realizou o cancelamento dos passaportes do senador em seu sistema de controle.

Flávio é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em um inquérito que também tem como alvo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

A viagem ocorreu dois dias após Flávio ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, 25. Lula conquistou um quarto mandato com 51,77% dos votos válidos, ante 48,23% do candidato do PL, que não reconheceu a derrota nas urnas.

(Por João Paulo Nucci e Célia Froufe)

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