Trump diz que gosta de Lula mas que eleição no Brasil pareceu "fraudada”
Após críticas, Trump afirmou não ter apoiado nenhum candidato e disse que disputa é nos EUA; Alckmin defendeu urnas eletrônicas e a democracia
Por Broadcast
26/10/2026 | 20h04Divulgação/whitehouse.gov
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a eleição no Brasil pareceu ser 'fraudada', gerando preocupações sobre a legitimidade do processo eleitoral brasileiro e sua imagem no cenário internacional.
Trump, que não tomou partido na eleição, elogiou o presidente Lula, mas criticou a prorrogação do horário de votação, considerando-a 'estranha' e sem fundamento.
Em resposta, o vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin, refutou as declarações de Trump, enfatizando a importância da não interferência na política de outros países e destacando a segurança do sistema eleitoral brasileiro.
Nova York e São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalistas, em rápida entrevista na tarde desta segunda-feira, 26, que a eleição no Brasil parece ser mais uma "eleição fraudada". "Francamente, pareceu mais uma eleição fraudada, algo terrível.”
Trump afirmou que o resultado de uma eleição tem de ser algo indiscutível, incontestável. "A meu ver, [a forma como a eleição no Brasil foi conduzida] foi muito ruim. Dá uma impressão terrível para o mundo", disse.
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O presidente americano destacou que não tomou partido na corrida presidencial brasileira, nem a favor do candidato de direita Flávio Bolsonaro (PL), ideologicamente mais próximo da Casa Branca, nem do petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Não tomei partido, não endossei ninguém", afirmou.
Mais cedo, Trump tinha dito que gosta do presidente Lula e que se dá "muito bem" com ele, mas que a prorrogação concedida durante as eleições foi "muito estranha".
As ser perguntado por um repórter se deseja fazer algo sobre o Brasil, Trump respondeu: "Eu não estou concorrendo no Brasil. Eu estou concorrendo nos EUA".
O vice-presidente da República reeleito, Geraldo Alckmin (PSB), classificou a afirmação como “totalmente equivocada”. “Primeiro não se interfere na política de outro país. Essa é uma regra basilar. Segundo, não tem nenhum referencial para dizer isso. Aliás, o Brasil é um exemplo para o mundo de urna eletrônica, de segurança jurídica. Democracia é assim.”
(Por Karla Spotorno, correspondente, Flávia Said e Thais Porsch)
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