A semana da doença negligenciada pode virar lei em São Paulo
Divulgação / Alesp
São Paulo, 17/11/2025 - A Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia Legislativa de São Paulo deu parecer favorável ao PL 1.407/2023. De acordo com o texto, o governo do Estado de São Paulo terá de promover ações de conscientização sobre o que são doenças negligenciadas, porque recebem essa classificação, além de divulgar medidas de prevenção e tratamentos disponíveis na rede pública.
A intenção é que a campanha ocorra na semana do dia 30 de janeiro de cada ano, quando é celebrado o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas. A criação da Semana de Conscientização sobre Doenças Negligenciadas em São Paulo foi proposta pela deputada estadual Ana Perugini (PT).
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“As estatísticas mostram que os diagnósticos aumentam na medida em que as pessoas têm informação, por meio de campanhas e programas, sobre o que são essas doenças. Daí a importância de desenvolvermos ações federais e estaduais de conscientização que atinjam os municípios", afirmou Perugini.
“As estatísticas mostram que os diagnósticos aumentam na medida em que as pessoas têm informação, por meio de campanhas e programas, sobre o que são essas doenças. Daí a importância de desenvolvermos ações federais e estaduais de conscientização que atinjam os municípios", afirmou Perugini.
Doenças Negligenciadas
As doenças negligenciadas são aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas e são consideradas endêmicas em populações de baixa renda. Essas enfermidades também apresentam indicadores inaceitáveis e investimentos reduzidos em pesquisas, produção de medicamentos e em seu controle.
As Doenças Tropicais Negligenciadas - DTNs tais como a malária, doença de Chagas, doença do sono (tripanossomíase humana africana, THA), leishmaniose visceral (LV), filariose linfática, dengue e a esquistossomose continuam sendo algumas das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo.
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As doenças negligenciadas no Brasil.
De acordo como o Ministério Público, entre 2010 e 2023, 20 milhões de pessoas da população de até 14 anos foram acometidas pelas DTNs no Brasil. É o que aponta o Boletim Epidemiológico do impacto das DTNs na morbimortalidade das crianças no Brasil, publicado no começo do ano.
O governo federal tem tomado várias medidas para o enfrentamento. O SUS oferece tratamento gratuito para as principais, incluindo hanseníase, doença de Chagas, leishmaniose e esquistossomose, garantindo o acesso da população aos medicamentos.
A OMS e as DTNs
A Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou 21 doenças diferentes como DTNs. O que essas doenças têm em comum é que foram amplamente ignoradas pela indústria farmacêutica tradicional. Simplificando, as empresas farmacêuticas têm pouco incentivo comercial para desenvolver medicamentos para pessoas que não podem pagá-los.
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