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Alongamento pode aumentar longevidade e garantir autonomia para 50+

Divulgação / Estica

Estudo mostra que capacidade de levantar do chão está associada ao risco de mortalidade - Divulgação / Estica
Estudo mostra que capacidade de levantar do chão está associada ao risco de mortalidade
Por Bárbara Ferreira

18/02/2026 | 12h01

São Paulo, 18/02/2026 - A capacidade de se levantar do chão pode ser um indicativo de longevidade, segundo estudo, o que acende a recomendação de exercício físico.

Segundo o educador físico Leonardo Barbosa, o alongamento assistido também se torna uma ferramenta de cuidado preventivo, principalmente para pessoas com mais de 50 anos. Nesta técnica, bastante utilizada por atletas, um profissional especializado conduz a amplitude do movimento.

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A perda gradativa de mobilidade não está somente associada à idade, segundo Barbosa, mas principalmente pela redução de movimentação e repetição de padrões rígidos e sedentários no dia a dia ao longo dos anos.

Quando as amplitudes de movimento deixam de ser usadas, o tecido conjuntivo perde elasticidade e o sistema nervoso reduz a tolerância a essas amplitudes não utilizadas. Mobilidade não é só flexibilidade".

O Teste de Sentar-Levantar (TSL), um estudo brasileiro consolidado em 2014 e confirmado em atualização de 2025, associa a capacidade de se levantar com agilidade e sem apoio como preditor de mortalidade.

O estudo é do médico e pesquisador Cláudio Gil Soares de Araújo e foi publicado pela Revista Europeia de Cardiologia Preventiva, da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Esse teste é comumente utilizado por médicos. O estudo analisa força muscular, flexibilidade, equilíbrio e composição corporal. O participante começa com 10 pontos, cinco por sentar e cinco por levantar. Mas a cada apoio utilizado (como mão, joelho, antebraço), perde um ponto. Em caso de instabilidade ou perda de equilíbrio, a pessoa perde 0,5 ponto. 

Com isso, uma nota considerada baixa, de 0 a 4, indica um risco significativamente maior de mortalidade. Segundo o educador físico, essa capacidade pode ser recuperada em qualquer idade.“Não existe idade limite para melhorar a mobilidade, mas o ganho depende das condições estruturais e da consistência do estímulo”, afirma Barbosa. "Depois dos 50, a mobilidade vira autonomia.”

Para Barbosa, o alongamento assistido auxilia a manter movimentos essenciais no cotidiano, como levantar, caminhar, subir escadas, além de contribuir para prevenção de quedas e limitações comuns do envelhecimento.

Mobilidade é um dos sinais mais claros de envelhecimento saudável, porque mostra se a pessoa consegue se mover com autonomia e segurança"

Com a técnica, o profissional regula amplitude, intensidade, tempo sob tensão, progressão e alinhamento articular, o que melhora o resultado. Isso não significa que você não possa se alongar sozinho para obter resultados. Segundo o educador físico, esses são os principais benefícios do alongamento:

  • Amplitude e qualidade dos movimentos 
  • Melhora da postura 
  • Redução de dores e tensões
  • Aumento do bem-estar
  • Melhora da respiração e controle corporal
  • Auxílio no combate ao estresse
  • Melhora do sono

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