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Atividade física frequente reduz risco de diabetes tipo 2 em pessoas 60+

Pesquisa mostra que exercícios moderados a intensos oferecem maior benefício absoluto na prevenção de diabetes em idosos do que em adultos mais jovens

Bianca Bibiano

Por Bianca Bibiano

18/09/2026 | 16h18

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Fazer mais de 120 minutos de atividade moderada a intensa por semana ajuda a prevenir a doença - Pexels
Fazer mais de 120 minutos de atividade moderada a intensa por semana ajuda a prevenir a doença
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Um estudo da Universidade de Leiden revela que a prática de atividades físicas reduz o risco de diabetes tipo 2, especialmente entre idosos, que se beneficiam mais dessa prática em comparação a adultos mais jovens.

A pesquisa, que analisou dados de quase 88 mil adultos ao longo de oito anos, mostrou que aqueles com menos de 63 anos e menos de 120 minutos de atividade semanal têm mais que o dobro de chances de desenvolver a doença em relação a quem se exercita por cerca de 400 minutos por semana.

Os pesquisadores recomendam que todos os adultos sejam incentivados a aumentar sua atividade física, destacando que a maior redução de novos casos de diabetes tipo 2 pode ser observada entre a população idosa, apesar de algumas limitações na representatividade da amostra estudada.

Resumo gerado por IA

São Paulo - As diretrizes atuais de saúde pública a nível mundial recomendam que adultos pratiquem pelo menos 150 minutos por semana de atividades físicas que sejam intensas o suficiente para deixá-los levemente ofegantes, como caminhada rápida, corrida ou ciclismo.

No entanto, os benefícios potenciais dessa prática para a prevenção e o manejo do diabetes tipo 2 podem variar de acordo com a idade, favorecendo especialmente pessoas idosas. 

É o que aponta um novo estudo da Universidade de Leiden, nos Países Baixos, ao qual o VIVA teve acesso antecipado e que será apresentado em detalhes este mês na Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) em Milão, Itália.

O que diz o estudo sobre idosos e diabetes tipo 2?

Para entender a relação entre os níveis de exercício (menor vs. maior) e o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 os pesquisadores analisaram ao longo de quase oito anos dados de 87.975 adultos sem histórico de diabetes. A idade média do estudo foi de 63 anos, sendo 57% do sexo feminino e 97% de pessoas brancas.

Os analisados com menos de 63 anos de idade e que praticavam menos de 120 minutos de atividade por semana tiveram mais que o dobro de chance de desenvolver diabetes tipo 2, quando comparados a pessoas que praticavam cerca de 400 minutos por semana. 

Já entre os adultos acima de 63 anos, os níveis mais baixos de atividade acarretaram risco 65% maior para a doença. No entanto, como os idosos apresentam um risco geral mais elevado para essa doença, o benefício absoluto da atividade física medido foi maior entre eles.

“A mensagem principal é que todos os adultos devem ser incentivados a se manterem o mais ativos possível, pois uma maior atividade física está associada a um menor risco de diabetes tipo 2. Em nível populacional, podemos observar a maior redução no número de novos casos entre os idosos”, afirmou em nota a pesquisadora Diana van Heemst, do Centro Médico da Universidade de Leiden, que liderou a pesquisa.

Como o impacto da atividade física foi medido?

Os participantes do estudo usaram um acelerômetro no pulso durante sete dias consecutivos para registrar seus níveis típicos de exercício. Os níveis de exercício foram categorizados em menor ou maior com base no número médio de minutos de atividade física semanal em cada faixa etária.

Essa abordagem ajudou a evitar que participantes mais velhos fossem desproporcionalmente classificados como tendo níveis mais baixos de atividade física.

Durante um tempo médio de acompanhamento de 7,7 anos, 2.140 participantes (2,4%) desenvolveram a doença, mas com número menor entre aqueles que se dedicavam mais à prática física.

Além disso, os adultos que realizaram a maior parte dos exercícios mais tarde, entre 13h e meia-noite, apresentaram um risco relativo 10% menor de ter a doença em comparação com aqueles que se exercitaram mais cedo, entre 5h e 13h. Nas pessoas acima de 63 anos, porém, essa questão do horário se mostrou menos impactante.

Segundo outro autor do estudo, Qiuyu Feng, os achados sublinham por que é importante analisar tanto o risco relativo quanto o absoluto ao considerar o impacto da atividade física na saúde pública. "O risco relativo sozinho não reflete o quanto a atividade física pode ajudar a reduzir o número de casos em diferentes grupos populacionais", pontuou em nota.

Os pesquisadores ponderaram ainda algumas limitações do estudo, incluindo o fato de a população pesquisa não ser representativa de toda a população do Reino Unido, uma vez que os participantes do banco de dados UK Biobank são reconhecidamente mais saudáveis, de maior renda e mais instruídos do que a população em geral.

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