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Por Beatriz Duranzi
redacao@viva.com.brSão Paulo, 30/08/2025 - Neste sábado, é celebrado o Dia Internacional da Esclerose Múltipla, uma data que busca conscientizar a população sobre essa doença autoimune que afeta o sistema nervoso central.
De acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla, cerca de 2 a 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo convivem com o diagnóstico. No Brasil, estima-se que 40 mil pacientes tenham a condição.
A Esclerose Múltipla (EM) ocorre quando o sistema imunológico ataca a mielina, camada que protege os neurônios e garante a transmissão correta dos impulsos elétricos.
Essa inflamação pode comprometer o cérebro, os nervos ópticos e a medula espinhal, resultando em diferentes sintomas conforme a área atingida.
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Segundo a neurologista Dra. Francine Mendonça, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a doença costuma se manifestar entre os 20 e 40 anos de idade e é mais comum em mulheres.
Os sinais da doença podem variar, mas entre os mais comuns estão:
A EM geralmente se apresenta em surtos, que podem provocar desde sintomas leves até déficits neurológicos importantes. Após esses episódios, o paciente pode ter recuperação parcial ou completa.
Nos últimos anos, a área da neurologia registrou importantes avanços no diagnóstico e no tratamento da esclerose múltipla.
Os medicamentos modificadores da doença (DMDs) têm sido fundamentais para reduzir a atividade inflamatória, diminuir a frequência dos surtos e retardar a progressão da doença.
Além dos remédios, especialistas recomendam atividade física regular, alimentação equilibrada e acompanhamento médico contínuo. Em casos de surtos, o uso de corticoides pode ajudar no controle dos sintomas.
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Apesar de ainda não haver uma causa única definida, pesquisas apontam alguns fatores que podem estar relacionados ao desenvolvimento da esclerose múltipla:
A doença não é considerada hereditária, mas pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados apresentam um risco um pouco maior em relação à população geral.
O Dia Internacional da Esclerose Múltipla reforça a necessidade do diagnóstico precoce. Quanto antes o tratamento é iniciado, maiores são as chances de controlar os surtos e evitar sequelas mais graves, garantindo uma melhor qualidade de vida ao paciente.
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