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Doenças respiratórias avançam em 15 capitais e no DF devido a sazonalidade

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A mortalidade ainda é maior entre os idosos, liderado pelos casos de influenza A e Covid-19 - Freepik
A mortalidade ainda é maior entre os idosos, liderado pelos casos de influenza A e Covid-19
Por Emanuele Almeida

04/05/2026 | 10h23

São Paulo - A maioria dos Estados brasileiros apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. De acordo com o Boletim Infogripe do final de abril, o cenário reflete o período de sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) - que causa bronquiolite e pneumonia em crianças - assim como Influenza no País. 

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A análise mostrou que 16 unidades federativas apresentam sinal de aumento de casos de SRAG na tendência de longo prazo, são eles:

  • Acre;
  • Alagoas;
  • Amapá;
  • Amazonas;
  • Distrito Federal;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Mato Grosso;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Paraíba;
  • Pará;
  • Pernambuco;
  • Rio Grande do Norte,;
  • Santa Catarina;
  • Tocantins.

Em relação ao casos associados à Influenza A, Centro-Sul, Norte e Nordeste apresentam crescimento. No entanto, apresentam tendência de queda em boa parte das regiões Norte (AM, AP, PA, TO), Nordeste (BA, CE, MA, PR, PI, RN), além do MT. Goiás e Sergipe e sinalizam interrupção do aumento.

Casos em crianças crescem

O boletim aponta que os quadros de SRAG em crianças de até dois anos continuam aumentando nas capitais de quase todos os Estados. Regiões que apresentam sinais de queda desses casos são Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima - Goiás, Maranhão e Tocantins têm indícios de estabilidade ou de estabilização.

“A principal forma de proteção contra os casos graves de VSR e influenza é a vacinação. Por isso, é essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidade, tomem a dose atualizada da vacina durante o período da campanha, para ficarem protegidas no momento de maior circulação desses vírus", reforça a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe.

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Portella explica também que a vacina contra o vírus sincicial respiratório pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada principalmente para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. 

Dados epidemiológicos

Em abril, a prevalência entre os casos positivos foi de 31,6% de influenza A, 2,9% de influenza B, 36,2% de vírus sincicial respiratório, 26% de rinovírus (principal causa do resfriado comum) e 3% de Covid-19.

Em relação aos óbitos, a prevalência foi de 46,9% de influenza A, 4,3% de influenza B, 8,3% de vírus sincicial respiratório, 20,5% de rinovírus e 16,9% de Covid-19.

A incidência e a mortalidade nas últimas oito semanas de análise, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Dessa forma, a ocorrência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, liderado pela influenza A e Covid-19.

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