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Noruega só ganha do Brasil em longevidade; veja ranking de onde se vive mais

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Entre 1995 e 2024, a expectativa de vida mundial cresceu 8,4 anos, passando a 73,3 anos - Envato
Entre 1995 e 2024, a expectativa de vida mundial cresceu 8,4 anos, passando a 73,3 anos
Por Bianca Bibiano

03/07/2026 | 18h30

São Paulo - Se a Copa do Mundo fosse disputada com base em indicadores socioeconômicos, como a expectativa de vida ao nascer, a Noruega venceria o Brasil com folga.

No país escandinavo, a expectativa média de vida é de 83 anos, enquanto no Brasil chega a 76 anos. A média mundial é de 73 anos.

Os números fazem parte de um banco de dados do Banco Mundial, atualizado em 2024, que reúne informações sobre expectativa de vida em 218 países e economias. Nesse levantamento, a Noruega ocupa a 20ª posição, enquanto o Brasil aparece em 100º lugar. 

Quais países mais longevos já foram campeões?

O ranking de expectativa de vida do Banco Mundial é liderado por Mônaco, seguido por San Marino, Hong Kong, região administrativa especial da China, Kuwait, Suíça, Liechtenstein, Polinésia Francesa, Andorra e Suécia.

Dentre esses dez, apenas a Suécia chegou mais perto do título, quando sediou o evento em 1958 e perdeu de 5 a 2 para o Brasil, se tornando vice-campeã.

Já considerando os 15 primeiros colocados em expectativa de vida, apenas dois conquistaram a Copa do Mundo. A Itália, tetracampeã mundial, ocupa a 12ª posição no ranking. Logo atrás aparece a Espanha, em 13º lugar, campeã da edição de 2010, disputada na África do Sul, ao vencer a Holanda por 1 a 0 na prorrogação.

Veja ranking

Como a expectativa de vida é calculada?

Os dados do Banco Mundial são elaborados a partir de estimativas da Divisão de População das Nações Unidas e de estatísticas demográficas produzidas por institutos nacionais de estatística e pelo Eurostat, órgão oficial de estatísticas da União Europeia.

O indicador considera a expectativa de vida ao nascer de homens e mulheres, reunindo informações provenientes de registros oficiais de mortalidade e censos populacionais.

O dado é similar ao da Organização Mundial da Saúde (OMS), que estimou uma expectativa de vida ao nascer de 73,3 anos no mundo em 2024, um aumento de 8,4 anos em comparação com 1995.

A população mundial com 60 anos ou mais deverá crescer de 1,1 bilhão de pessoas, em 2023, para 1,4 bilhão até 2030, movimento que ocorre de forma especialmente acelerada nos países em desenvolvimento.

Ainda de acordo com a OMS, "o aumento da longevidade é uma das maiores conquistas da humanidade". Avanços nas condições sociais, econômicas e na saúde reduziram as taxas de mortalidade, sobretudo entre os idosos, permitindo que a maioria das pessoas alcance os 60 anos de idade e viva por muito mais tempo.

Ao mesmo tempo, fatores como urbanização, maior acesso à educação e ao planejamento familiar reduziram o número de nascimentos em diversos países. Como consequência, a população idosa cresce em ritmo acelerado e, em muitas regiões, já supera a população mais jovem, intensificando o processo de envelhecimento populacional.

Apesar do aumento da longevidade, a entidade ressalta que viver mais não significa necessariamente envelhecer com boa saúde. Segundo a organização, ainda há poucas evidências de que os idosos de hoje apresentem melhores condições de saúde do que as gerações anteriores, além de persistirem desigualdades importantes entre países e dentro deles.

A longevidade no Brasil aumentou?

Em 2024, a expectativa de vida da população brasileira chegou a 76,6 anos, um aumento de 2,5 meses em relação a 2023. Entre os homens, a expectativa passou de 73,1 para 73,3 anos. Entre as mulheres, subiu de 79,7 para 79,9 anos, avanço equivalente a dois meses. Os dados são das Tábuas de Mortalidade 2024, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo essa tábua, em 1940, uma pessoa que chegava aos 60 anos podia esperar viver, em média, mais 13,2 anos. Em 2024, quem completa 60 anos no Brasil tem expectativa de viver, em média, mais 22,6 anos. 

Na comparação histórica, a sobrevida aos 60 anos aumentou 9,3 anos desde 1940, sendo um ganho de 9,2 anos entre os homens e de 9,7 anos entre as mulheres. O IBGE observa que esses indicadores sofreram impacto da pandemia de Covid-19, especialmente em 2020 e 2021, mas voltaram a apresentar recuperação a partir de 2022.

Também houve avanço na expectativa de vida entre aqueles que alcançam os 80 anos. Em 2024, mulheres de 80 anos podem esperar viver, em média, mais 9,5 anos, enquanto os homens têm expectativa de mais 8,3 anos. Em 1940, esses valores eram de 4,5 anos para as mulheres e de 4 anos para os homens, evidenciando que o ganho de longevidade foi ainda maior entre a população feminina.

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