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Brasil registra queda no número de estudantes com atraso escolar

Segundo dados do Unicef, o País tem conseguido bons resultados na estratégia para reduzir a chamada distorção idade-série

Fabiana Holtz

Por Fabiana Holtz

29/07/2026 | 10h34

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Melhora do indicador nos últimos seis anos tem sido significativa, destaca Unicef - Envato
Melhora do indicador nos últimos seis anos tem sido significativa, destaca Unicef
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São Paulo – O Brasil está reduzindo o atraso escolar na rede pública. É o que atesta o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre o número de crianças e adolescentes com dois ou mais anos de defasagem, a chamada distorção idade-série. Segundo o levantamento, entre 2019 e 2025 a quantidade de alunos do Ensino Fundamental da rede pública nessa situação caiu de 18,7% para 11,3%. No Ensino Médio a melhora foi ainda mais perceptível, com o índice na rede pública recuando de 28,9% para 17,6%.

Esse avanço, acrescenta o Unicef, conta com o apoio da estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, desenvolvida em parceria com o Instituto Claro e redes públicas de ensino de seis Estados e do Distrito Federal. O programa formou 3,1 mil educadores em 2025, alcançando 40 mil estudantes. 

Avanço geral em todos os Estados

Para o levantamento foram reunidos dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), onde se constatou uma redução desse indicador em todas as etapas da educação pública, em todas as regiões e Estados brasileiros.

No recorte por região, Norte e Nordeste apresentaram os melhores avanços. No Nordeste, entre 2019 e 2025 a taxa no Ensino Fundamental público com dois ou mais anos de atraso escolar caiu de 25,2% para 14,4%. No Norte, a redução foi de 26% para 17,2% no mesmo intervalo.

Com uma melhora também considerável, o resultado no Sul passou de 16,1% para 9,8% no período, no Sudeste a redução foi de 12,9% para 8%. Já no Centro Oeste a queda foi de 15% para 10,4%.

Segundo o Unicef, apesar dos avanços, muitos estudantes ainda enfrentam importantes lacunas de aprendizagem - reflexo da pandemia por Covid-19. "É fundamental seguir ampliando essas políticas específicas voltadas a estudantes com dois ou mais anos de atraso escolar, entendendo as vulnerabilidades que impactam as trajetórias deles, e tomando medidas para que consigam recuperar o tempo perdido”, afirma a chefe de Educação do Unicef no Brasil, Mônica Dias Pinto.

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