Intercâmbio de Halloween: cinco países para estudar e vivenciar a tradição
Tours de fantasmas em Edimburgo, caça às bruxas em Salem e catacumbas secretas em Malta transformam lendas em atrações para visitantes internacionais
Por Bianca Bibiano
31/10/2026 | 13h01AdobeStock
O Halloween, embora celebrado de forma tímida no Brasil, atrai intercambistas que buscam vivenciar tradições do Hemisfério Norte, contribuindo para o ecossistema da educação internacional, segundo a Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta). Essa experiência cultural enriquece o aprendizado de idiomas e promove um senso de pertencimento entre os estudantes.
A Pesquisa Selo Belta 2026 indica que o mercado brasileiro de educação internacional movimentou R$7 bilhões, com um crescimento de 27,3% no envio de estudantes, destacando a preferência por países com ricas tradições históricas como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Malta.
Alexandre Argenta, presidente da Belta, ressalta que as festividades locais, como o Halloween, facilitam a adaptação dos estudantes, promovendo vivências que vão além da sala de aula. As universidades organizam atividades temáticas que conectam estudantes e incentivam a prática do idioma em um contexto cultural significativo.
São Paulo - Enquanto por aqui o Dia das Bruxas ganha espaço timidamente das vitrines, nas casas e ruas no Hemisfério Norte o clima 'assustador' tende a ser mais explorado e atraem intercambistas que buscam vivenciar um pouco da tradição estrangeira.
Para além das fantasias e dos doces, o Halloween e o folclore local desempenham um papel estratégico no ecossistema da educação internacional, afirma a Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta).
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Tours mal-assombrados em campi universitários, caminhadas subterrâneas por vilas históricas e celebrações tradicionais transformam o aprendizado de idiomas em uma experiência comunitária marcante para estudantes de todo o mundo, destaca a organização.
Dados da Pesquisa Selo Belta 2026 revelam que o mercado brasileiro de educação internacional movimentou R$7 bilhões, registrando um crescimento expressivo de 27,3% em envios de estudantes em relação ao período anterior. O levantamento consolida países ricos em tradições históricas, como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Malta, no topo da preferência dos brasileiros.
Para o presidente da Belta, Alexandre Argenta, as festividades locais como o Halloween aceleram o processo de adaptação do estudante. "O intercâmbio vai muito além da sala de aula; ele é sobre vivência e pertencimento. Quando o estudante participa de uma tradição secular do país de destino, ele rompe barreiras linguísticas e sociais de forma natural", afirma.
Vivenciar o Halloween em cidades históricas transforma o aprendizado da língua em algo orgânico, ajudando a quebrar o gelo e a construir conexões que duram a vida toda."
Alexandre Argenta, presidente da Belta
Cinco intercâmbios para o Halloween
Para inspirar os interessados na festividade, ele listou cinco destinos e as histórias icônicas que movimentam o turismo de mistério e engajam estudantes internacionais durante essa época do ano; confira:
1) Edimburgo (Escócia) - A cidade subterrânea de Mary King’s Close
A capital escocesa é mundialmente reconhecida como uma das mais mal-assombradas do planeta. Nos séculos XVII e XVIII, vielas inteiras foram cobertas para a construção da Cidade Nova. O labirinto subterrâneo de Real Mary King’s Close abriga histórias sobre os fantasmas da peste negra, como a pequena Annie.
Estudantes exploram os túneis subterrâneos sob o Royal Mile com guias trajados a caráter. Universidades locais organizam Ghost Walks como atividade oficial da cultura local, conectando calouros e veteranos.
2) Salem e Boston (EUA) - Caça às bruxas e fantasmas do século XVII
Salem é célebre pelos julgamentos das "Bruxas de Salem", em 1692. Já Boston combina a história da Revolução Americana com histórias de assombrações em cemitérios coloniais como o Granary Burying Ground.
Em outubro, o festival Haunted Happenings atrai multidões a Salem, enquando estudantes nas universidades de Boston aproveitam a proximidade para passeios fotográficos e maratonas de cinema de horror nos campi.
3) Mdina (Malta) - As Catacumbas e a Cidade Silenciosa
Mdina, a antiga capital medieval murada, ganha à noite uma atmosfera enigmática. As vizinhas Catacumbas de São Paulo (em Rabat) formam um complexo subterrâneo com séculos de sepultamentos e lendas do período romano.
As escolas de idiomas promovem Night Tours pelas vielas de pedra de Mdina. É o momento em que turmas multinacionais praticam o inglês enquanto desvendam a história do arquipélago.
4) Dublin (Irlanda) - Samhain: a origem celta do Halloween
O Halloween tem raízes no festival celta de Samhain, comemorado há mais de 2.000 anos na Irlanda para marcar o fim da colheita e o início da "metade sombria" do ano. O país europeu celebra também o Púca Festival e o Bram Stoker Festival, em homenagem ao autor de Drácula, nascido em Dublin.
É uma das épocas de maior integração cultural para intercambistas, cheia de oficinas de escultura de abóboras e paradas de rua, e não é incomum ver pessoas fantasiadas durante todo o dia.
5) Londonderry (Irlanda do Norte) - O maior festival de Halloween da Europa
Situada às margens do rio Foyle e cercada por muralhas do século XVII, a cidade desperta a lenda do Samhain, quando se acreditava que o véu entre o mundo dos vivos e dos mortos ficava mais fino. Sendo a sede do mundialmente famoso festival Derry Halloween, as muralhas históricas da cidade viram palco de intervenções artísticas, desfiles folclóricos e tours de projeções de iluminação (Light Shows).
Estudantes de universidades e escolas de idiomas locais participam ativamente da organização e de oficinas de caracterização, tornando a cidade um grande ponto de encontro multicultural durante a semana inteira do evento.
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