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Estudo mostra que 56% dos trabalhadores não têm benefícios para aposentadoria

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Entre aqueles que recebem algum suporte, os mais comum são os planos de previdência complementar patrocinados - Envato
Entre aqueles que recebem algum suporte, os mais comum são os planos de previdência complementar patrocinados
Por Claudio Marques

27/06/2026 | 08h37

São Paulo - A 7ª edição da Pesquisa de Benefícios da consultoria Robert Half aponta que 56% dos profissionais empregados não têm acesso a benefícios corporativos voltados à aposentadoria, apesar da maior atenção ao futuro financeiro e do aumento da longevidade no País. 

Entre aqueles que recebem algum suporte para aposentadoria das empresas, os recursos mais comuns são os planos de previdência complementar patrocinados (34%), programas de contribuição paritária para previdência privada (19%) e iniciativas de educação ou consultoria financeira (12%).

O cenário ocorre em um momento no qual a expectativa de vida no Brasil atingiu 76,6 anos, de acordo com o IBGE, o que tende a aumentar a relevância de auxílios ligados à proteção e à previsibilidade financeira. 

"A discussão sobre benefícios costuma estar concentrada em demandas mais imediatas do dia a dia dos colaboradores", afirma o  vice-presidente de Parcerias Estratégicas na Robert Half, Alexandre Attauah.

"No entanto, à medida que a população envelhece e as carreiras se estendem, temas relacionados ao planejamento financeiro de longo prazo passam a ocupar um espaço maior nas expectativas dos profissionais", acfescenta.

Sob a ótica corporativa, a oferta desses programas é vista como uma oportunidade de diferenciação que fortalece a proposta de valor das organizações e auxilia na segurança financeira e retenção de profissionais mais experientes. 

Attauah destaca,ainda, que a implementação dessa agenda não exige, obrigatoriamente, altos investimentos; ações voltadas à educação financeira e preparação para a aposentadoria são alternativas acessíveis que ajudam a desenvolver uma visão de longo prazo, servindo como um passo inicial para políticas estruturadas no futuro. 

Os dados apresentados são fruto de um estudo realizado por meio de questionário online com 752 respondentes, divididos entre lideranças empresariais e profissionais empregados.

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