Série documental 'Travessias Desiguais' conta as diversas realidades do Brasil
Contada em quatro episódios, lançamento do projeto acontece no mês em que país comemora 203 anos de indenpendência
Por Fabiana Holtz
09/09/2025 | 16h02 ● Atualizado | 16h14Divulgação
São Paulo, 09/09/2025 - A série documental Travessias Desiguais, produção da Maranha, estreia hoje, às 21h30, no canal Futura. Uma correalização com a Fundação Tide Setubal, a série de quatro episódios conta as experiências de vidas atravessadas pelas desigualdades e dedicadas a lutar por um Brasil menos desigual. Os próximos episódios serão exibidos no mesmo horário, nas próximas três semanas e a série completa também estará disponível gratuitamente na Globoplay.
Segundo o diretor executivo da série, Tiago Pereira, o projeto é fruto de um trabalho de quatro anos e envolveu mais de 360 pessoas espalhadas pelas cinco regiões do país. "A desigualdade atravessa a vida de muitas formas e buscamos retratá-la aqui por um meio não convencional. Muita gente vai se identificar com as histórias que contamos", afirma Pereira.
Segundo ele, o trabalho começou com a criação de um mapa de conhecimento esquadrinhando o país para entender as múltiplas desigualdades e como elas se encaixariam nessas histórias. "Essa não é uma série sobre pobreza ou riqueza, mas sobre a complexidade que é viver no Brasil", define o diretor.
Com 15 anos de experiência em projetos na área de áudio visual para o terceiro setor, Pereira acredita que cada história é única e singular. "É difícil dizer se tem uma história na série que mais me tocou. Cada uma tem suas peculiaridades e é importante", observa ao comentar o seu processo de produção.
"Esse projeto veio para provocar reflexões e principalmente ações", define.
Maternidades desiguais
A maternidade é o tema do primeiro episódio, que apresenta histórias de diferentes regiões do Brasil refletindo sobre as desigualdades enfrentadas na criação dos filhos. No segundo episódio crianças e jovens das cinco regiões do país são ouvidas sobre suas experiências na escola, alimentação, crise climática e meio ambiente.
Educação e trabalho é o tema do terceiro episódio, que reflete as desigualdades no acesso à educação e ao trabalho dignos na cidade e no campo, segundo jovens do teatro, motorista de aplicativos, antropóloga indígena e trabalhadores e ativistas brasileiros.
A maturidade é o tema do último episódio, que entrevistou brasileiros e brasileiras entre 60 e 82 anos. Neste capítulo, a série aborda os percalços do amadurecimento, vínculos familiares, além da comunidade trans, a vida com deficiência, saúde e espiritualidade.
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