Como é o processo de adoção de animais no Brasil?
Foto: Envato Elements
Por Joyce Canele
redacao@viva.com.brSão Paulo, 30/01/2026 - Milhares de cães e gatos aguardam por um lar definitivo, e iniciativas públicas de adoção voltam ao centro do debate ao unir proteção animal, responsabilidade social e benefícios comprovados para a saúde humana.
Na capital paulista, o Centro Municipal de Adoção de Cães e Gatos, reforça neste início de ano a importância da adoção como política pública permanente, capaz de reduzir o abandono, liberar vagas no sistema e oferecer uma nova chance a animais que vivem hoje em abrigos temporários.
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A adoção ocorre de forma contínua, em unidades públicas e também em ONG de proteção animal, como o Instituto Ampara Animal (site: https://institutoamparanimal.org.br).
Como é o processo de adoção de animais no Brasil?
No Brasil, a adoção de animais em centros públicos e organizações parceiras segue critérios pensados para proteger tanto o animal quanto o futuro tutor. Em geral, o interessado deve:
- Apresentar documentos pessoais;
- Comprovante de residência recente; e
- Pagar uma taxa pública simbólica, destinada à manutenção do serviço.
No caso de cães, é obrigatório levar coleira e guia no dia da adoção. Para gatos, exige-se caixa de transporte e, em residências com risco de fuga, a instalação de telas de proteção.
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O processo inclui entrevista para avaliação do perfil do adotante e pode prever vistoria prévia no imóvel, além de acompanhamento após a adoção.
Adotar não é apenas levar um animal para casa, mas assumir um compromisso de longo prazo. Ao estruturar esse processo, o poder público busca garantir que cada adoção seja definitiva, reduzindo devoluções e interrompendo o ciclo de abandono.
Incentivo à adoção de animais idosos
Embora filhotes ainda sejam os mais procurados, a maioria dos animais disponíveis para adoção é adulta ou idosa. Esses cães e gatos, muitas vezes invisíveis para o público, carregam histórias de abandono e longa permanência em abrigos. Alguns aguardam há anos por uma oportunidade.
Adotar um animal adulto traz vantagens práticas. O porte e o temperamento já são conhecidos, há menos risco de comportamento destrutivo e a resistência a algumas doenças tende a ser maior.
Ainda assim, o preconceito etário segue sendo um dos principais obstáculos para que esses animais encontrem um lar.
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Para enfrentar esse cenário, a capital paulista criou o Cartão Cuida Bem Idoso, um programa de incentivo específico para a adoção de cães e gatos com mais de oito anos.
Quem adota um animal idoso no Centro Municipal de Adoção recebe um cartão que garante atendimento veterinário prioritário e vitalício em qualquer Hospital Veterinário Público da cidade.
A medida busca mudar a lógica da escolha por idade e oferecer segurança aos adotantes, especialmente diante de possíveis custos com saúde. O programa é restrito a moradores do município de São Paulo e válido apenas para adoções realizadas na rede municipal.
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O impacto da adoção não se limita à vida dos animais, um estudo recente indica que a convivência com cães e gatos está associada a benefícios cognitivos em pessoas acima dos 50 anos, como melhor desempenho de memória e fluência verbal ao longo do tempo.
A explicação passa pelo vínculo emocional, pela rotina de cuidados e pelo estímulo à interação social que esses animais proporcionam.
Passeios, brincadeiras e momentos de afeto funcionam como estímulos constantes, capazes de manter o cérebro ativo e favorecer uma vida mais conectada.
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Nesse sentido, a adoção responsável também se insere no debate sobre envelhecimento saudável e qualidade de vida.
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