MP pede condenação de Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
A pena acumulada pode variar entre 16 e 51 anos de reclusão em regime fechado; influenciador responde a processo em liberdade
Por Estadão Conteúdo
29/10/2026 | 08h00Instagram/Reprodução/@renato_cariani
O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador Renato Cariani por crimes relacionados ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 51 anos de prisão. Cariani responde ao processo em liberdade, mas a gravidade das acusações pode impactar sua carreira e imagem pública.
A denúncia aponta que a empresa Anidrol, da qual Cariani é sócio, teria realizado 59 vendas fictícias de insumos químicos, desviando produtos para a produção de drogas sintéticas e refino de cocaína. A proximidade de Cariani com um policial civil responsável pela fiscalização sugere uma possível proteção à empresa contra investigações.
São Paulo - O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do influenciador digital e empresário Renato Cariani, de 50 anos, acusado dos crimes de associação para o tráfico, tráfico de matérias-primas para produção de drogas e lavagem de dinheiro. O Estadão tenta contato com Aldo Romani Netto, responsável pela defesa de Cariani.
Em caso de condenação, a pena acumulada do influenciador pode variar entre 16 e 51 anos de reclusão em regime fechado. Atualmente, Cariani responde ao processo em liberdade.
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Segundo a denúncia formulada do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, localizada em Diadema-SP, da qual Cariani é sócio, teria simulado ao menos 59 vendas fictícias de insumos químicos para grandes multinacionais farmacêuticas, como a AstraZeneca.
Os produtos desviados teriam sido redirecionados para a produção em larga escala de drogas sintéticas e do refino de cocaína e crack.
Trocas de mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam proximidade de Cariani com um policial civil encarregado da fiscalização do setor, o que teria sido usado para blindar a empresa e atrapalhar fiscalizações.
Além de Cariani, a promotoria também pediu a condenação dos empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira por participação na rede de desvio.
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