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Eleições 2026

Flávio troca termo 'presidente eleito’ por 'líder do Brasil' em carta nas redes

A primeira versão chegou a ser publicada em suas redes sociais e, antes, havia sido divulgada por Paulo Figueiredo. A postagem foi apagada e respostada

Broadcast

Por Broadcast

28/10/2026 | 17h59 ● Atualizado | 18h17

Joédson Alves/Agência Brasil

Senador chegou na manhã desta terça-feira aos EUA - Joédson Alves/Agência Brasil
Senador chegou na manhã desta terça-feira aos EUA
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Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência, se autoproclamou 'presidente eleito do Brasil' em uma carta compartilhada pelo influenciador digital Paulo Figueiredo.

Ele acusa o Supremo Tribunal Federal e o PT de manipulação nas eleições, sem apresentar provas, e ignora que sua própria campanha solicitou prorrogação do horário de votação em algumas cidades devido a condições climáticas.

Após deixar o Brasil, Flávio se apresenta como perseguidor político e planeja liderar a oposição a partir dos Estados Unidos, agradecendo a apoio de líderes como Javier Milei e Donald Trump.

Resumo gerado por IA

Brasília - O candidato à Presidência derrotado Flávio Bolsonaro (PL) recuou e alterou o documento em que se autoproclamava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na nova versão, ele se apresenta como “o líder do Brasil”.

A primeira versão chegou a ser publicada no final da tarde desta terça-feira, 28, em suas redes sociais e, antes, havia sido divulgada por um aliado, o influenciador digital Paulo Figueiredo. A postagem foi apagada e respostada.

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", dizia o documento anteriormente.

A primeira versão também trazia um brasão escrito "Estados Unidos do Brazil", nome adotado após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Depois, Figueiredo enviou outra versão, com o brasão que dizia "República Federativa do Brasil", nome atual do Brasil.

‘Fraude eleitoral’

Flávio acusa, sem provas, o Supremo Tribunal Federal (STF), em conluio com o PT, de ter promovido uma fraude eleitoral, sob o argumento de que a votação continuou mesmo com parte das urnas lacradas.

"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno", disse.

Ele não cita, porém, que sua campanha também entrou com um pedido para prorrogar o horário de votação em 17 cidades, alegando que chuvas teriam atrapalhado o deslocamento de eleitores.

Relato de perseguição e justificativa para saída do País

Flávio se descreve como perseguido político e vítima de uma caça às bruxas e comenta o fato de ter fugido do Brasil. "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime".

O candidato do PL se compara a nomes como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado e diz que liderará a oposição dos Estados Unidos.

"Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr [...] Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil", continuou.

Agradecimento a Milei e Trump

Ele ainda agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pela ajuda - Flávio se deslocou para a Argentina para, de lá, partir para solo norte-americano. O senador também se referiu a Rogério Marinho (PL-RN) como seu "candidato à Presidência do Senado".

No domingo, Flávio Bolsonaro afirmou ser impossível reconhecer o resultado do 2° turno e que pediria anulação do pleito. No dia seguinte, após conversa com sua equipe jurídica, no entanto, sua campanha afirmou que ele havia desistido de sustentar essa tese. Ontem, Flávio fugiu do País, apesar da intimação da Polícia Federal para que não deixasse o Brasil.

(Por Naomi Matsui)

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