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Indexa/Broadcast: 77% apoiam impeachment de ministros do STF

Indexa/Broadcast: 77% dos eleitores apoiam abertura de impeachment contra ministros do STF; 66% defendem mandatos com prazo determinado para a Corte

Broadcast

Por Broadcast

16/09/2026 | 11h26

Banco de Imagens / STF

Alexandre de Moraes é apontado por 46% como o maior responsável pela crise no STF - Banco de Imagens / STF
Alexandre de Moraes é apontado por 46% como o maior responsável pela crise no STF
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São Paulo - A abertura de processo de impeachment contra ministros envolvidos na crise do Supremo Tribunal Federal (STF) tem apoio de 77% dos eleitores, mostra a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quarta-feira, 16. O levantamento também aponta que 66% são favoráveis à criação de mandatos com prazo determinado para integrantes da Corte.

Sobre a abertura de impeachment, 68% se dizem totalmente favoráveis e 9% afirmam ser mais a favor do que contra. A oposição à medida soma 19%, sendo 15% totalmente contrários e 4% mais contra do que a favor. A pergunta se refere a ministros envolvidos na crise, sem especificar nomes.

Já a proposta de estabelecer mandatos com tempo determinado para ministros do Supremo tem 58% de entrevistados totalmente favoráveis e 8% mais a favor do que contra. Outros 22% se opõem à mudança: 19% são totalmente contrários e 3% mais contra do que a favor.

Critério políticos

Em outra questão, 45% dos entrevistados avaliam que o ministro Alexandre de Moraes toma decisões no STF principalmente com base em critérios políticos. Questionados sobre o ministro André Mendonça, 28% têm essa mesma avaliação.

No caso de Moraes, 16% apontam critérios técnicos e jurídicos como principal fundamento das decisões, enquanto 24% avaliam que ele utiliza os dois tipos de critério. Para Mendonça, os porcentuais são de 33% e 17%, respectivamente.

Entre os entrevistados que se declaram bolsonaristas, 77% atribuem as decisões de Moraes principalmente a critérios políticos, percepção compartilhada por 68% dos que se identificam como de direita não bolsonarista. Nos dois grupos, apenas 1% aponta fundamentos técnicos e jurídicos.

Moraes sempre foi um dos alvos do bolsonarismo. Mais recentemente, o ministro foi responsável por decretar medidas restritivas e a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro em novembro de 2025, após descumprimentos de medidas cautelares e tentativa de violação de tornozeleira eletrônica.

A avaliação desse grupo se inverte quando o ministro analisado é André Mendonça. Entre bolsonaristas, 71% dizem que ele decide principalmente por critérios técnicos e jurídicos, ante 5% que apontam motivação política. Na direita não bolsonarista, os índices são de 59% e 5%, respectivamente.

Já entre lulistas ou petistas, 63% avaliam que Mendonça utiliza sobretudo critérios políticos, mesmo porcentual registrado na esquerda não lulista. Apenas 4% e 5%, respectivamente, apontam fundamentos técnicos e jurídicos.

O PT iniciou uma ofensiva nas redes sociais contra o ministro após o presidente Lula (PT) dar uma declaração pública pedindo a quebra integral do sigilo da investigação sobre o caso Master. Os petistas avaliam que Mendonça tem feito vazamentos seletivos com o objetivo de beneficiar o candidato de oposição Flávio Bolsonaro (PL).

A parcela que vê predomínio de critérios políticos nas decisões de Moraes é de 23% entre lulistas ou petistas e de 20% na esquerda não lulista. Os que apontam critérios técnicos e jurídicos somam 37% e 41%, respectivamente.

O recorte pelo voto no segundo turno de 2022 também mostra essa divisão. Entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, 70% atribuem critérios políticos às decisões de Moraes, ante 6% às de Mendonça. Entre os que votaram em Lula, os porcentuais são de 22% e 58%, respectivamente.

Responsabilidade pela crise

Em outra pergunta, dirigida aos eleitores que acompanham o tema, Moraes é apontado por 46% como o maior responsável pela crise no STF, seguido por Mendonça, com 16%. O ministro Dias Toffoli é citado por 6%, enquanto o ministro Flávio Dino, por 4%. Já o presidente da Corte, Edson Fachin, é mencionado por 3%.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone, entre 10 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.

(Por Geovani Bucci)

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