Quaest/Globo: 79% afirmam que líder religioso não influencia decisão de voto
Pesquisa Quaest encomendada pelo GLOBO e pela TV Globo indica que 8 em cada 10 eleitores afirmam que o líder religioso não influencia decisão de voto
Por Broadcast
07/09/2026 | 15h59Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo - Pesquisa Quaest encomendada pelo GLOBO e pela TV Globo indica que oito em cada dez eleitores afirmam que o líder religioso “não influencia” sua decisão de voto para presidente nas Eleições 2026.
Segundo o levantamento, 79% dos entrevistados disseram que a opinião política “de uma liderança da sua religião” não interfere na escolha. Outros 10% afirmaram que “influencia muito” e 8% disseram que “influencia um pouco”.
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O resultado se repete de forma semelhante entre católicos e evangélicos. Entre evangélicos, 79% afirmaram que os líderes “não influenciam”, enquanto 21% disseram que a opinião dessas lideranças “influencia um pouco” ou “muito”. No grupo de católicos, 81% negaram influência e 18% relataram algum grau de impacto.
O levantamento também apontou variações por renda e escolaridade. Entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, 75% disseram que a opinião política de um líder religioso não impacta o voto. O índice sobe para 83% entre os que têm renda acima de cinco salários mínimos.
No recorte educacional, 79% dos entrevistados com até o ensino fundamental afirmaram não sentir influência da religião, e 19% relataram “um pouco” ou “muita” influência. Entre os que têm ensino superior, 86% disseram não haver interferência.
O levantamento indica ainda que a influência de líderes religiosos é ligeiramente mais admitida entre eleitores que se declaram “lulistas” ou “bolsonaristas”. Nos dois grupos, 13% afirmaram que a opinião de uma liderança religiosa “influencia muito” a decisão de voto. Ainda assim, cerca de 75% disseram que a opinião dessas lideranças não influencia a escolha nas urnas.
O menor nível de influência aparece entre a esquerda não lulista. Nesse grupo, 83% afirmaram que não há influência, enquanto 6% disseram haver “muita influência” de lideranças religiosas em sua decisão de voto.
A margem de erro é de dois pontos porcentuais. De acordo com a Quaest/Globo, foram entrevistadas 2.004 pessoas em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07065/2026.
(Por Camila Vech)
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