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Andropausa: entenda como a queda da testosterona afeta a saúde masculina

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Redução da testosterona costuma começar a partir dos 40 anos e pode provocar alterações físicas, sexuais e emocionais - Magnific
Redução da testosterona costuma começar a partir dos 40 anos e pode provocar alterações físicas, sexuais e emocionais
Por Alexandre Barreto

05/08/2026 | 13h19

São Paulo - A andropausa, também chamada de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), é uma condição caracterizada pela redução gradual dos níveis de testosterona ao longo do envelhecimento. A queda hormonal costuma começar a partir dos 40 anos e pode provocar alterações físicas, sexuais e emocionais, embora nem todos os homens apresentem sintomas.

A testosterona é o principal hormônio masculino e exerce papel importante na libido, produção de espermatozoides, manutenção da massa muscular, densidade óssea, disposição e metabolismo.

Quando seus níveis diminuem de forma significativa, o organismo pode apresentar uma série de mudanças que exigem avaliação médica. A confirmação da DAEM depende da presença de sintomas associados à comprovação laboratorial de testosterona baixa.

Quais são os sintomas da andropausa?

Os sinais da andropausa podem surgir de forma lenta e variar de um homem para outro. Entre os sintomas mais frequentes estão:

  • Redução do desejo sexual;
  • Diminuição das ereções espontâneas, incluindo as noturnas;
  • Queda da fertilidade;
  • Perda de massa muscular e força física;
  • Aumento da gordura abdominal;
  • Redução da densidade óssea;
  • Diminuição do tamanho dos testículos;
  • Perda de pelos corporais;
  • Aumento das mamas (ginecomastia);
  • Cansaço frequente;
  • Alterações no humor, motivação e autoconfiança;
  • Dificuldade de concentração e memória;
  • Insônia ou excesso de sonolência.

Como esses sintomas também podem estar relacionados a outras doenças comuns no envelhecimento, o diagnóstico não deve ser feito apenas com base nos sinais clínicos.

Maus tratos a idosos
Sinais da andropausa podem surgir de forma lenta e variar de um homem para outro - Adobe Stock

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), os homens podem perder, em média, cerca de 1% da testosterona por ano a partir dos 40 anos. Em determinadas faixas etárias, essa queda pode chegar a aproximadamente 1,2% ao ano.

Apesar dessa redução ser considerada fisiológica, apenas parte dos homens desenvolve deficiência hormonal suficiente para causar sintomas e necessitar de tratamento.

O que aumenta o risco de desenvolver andropausa?

Além do envelhecimento, alguns fatores podem acelerar a queda da testosterona ou favorecer o desenvolvimento da deficiência hormonal. Os principais são:

  • Diabetes;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Obesidade e sobrepeso;
  • Hipertensão arterial;
  • Estresse crônico;
  • Doenças da tireoide;
  • Doenças que afetam os testículos;
  • Uso de antidepressivos;
  • Uso de anabolizantes e hormônios esteroides.

Adotar hábitos saudáveis ajuda a preservar a saúde hormonal e reduzir o impacto dessas alterações ao longo da vida, já que homens com queda de testosterona podem apresentar perda de massa muscular e aumento da gordura corporal. A SBU recomenda uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de proteínas, além da prática regular de atividade física.

senhor idoso de cabelos brancos sentado em uma cadeira segurando uma barra enquanto faz exercício
Adotar hábitos saudáveis ajuda a preservar a saúde hormonal - Freepik

Os exercícios contribuem para a manutenção da força muscular, aumentam o gasto calórico, ajudam no controle do peso e favorecem o metabolismo, fatores importantes para o envelhecimento saudável.

Como funciona a reposição de testosterona?

A reposição hormonal só é indicada para homens que apresentam sintomas compatíveis com DAEM e confirmação laboratorial de baixos níveis de testosterona. Existem diferentes formas de tratamento, como medicamentos orais, injeções, géis e adesivos transdérmicos.

A Sociedade Brasileira de Urologia reforça que o tratamento deve ser prescrito e acompanhado por um médico. Além disso, o uso indiscriminado da testosterona pode trazer riscos. Entre os possíveis efeitos adversos estão:

  • Aumento da pressão arterial;
  • Alterações no colesterol;
  • Retenção de líquidos;
  • Acne e aumento da oleosidade da pele;
  • Calvície;
  • Crescimento das mamas;
  • Redução da produção de espermatozoides;
  • Atrofia testicular;
  • Infertilidade;
  • Aumento do volume da próstata;
  • Maior risco de eventos cardiovasculares e trombose em alguns pacientes.

Entender as mudanças hormonais fortalece relacionamentos

Embora a andropausa e a menopausa sejam processos diferentes, ambos envolvem mudanças hormonais que podem afetar a qualidade de vida e os relacionamentos.

Mãos entrelaçadas de um casal maduro, representando a união e a proteção de bens através do contrato de namoro.
Compreender as mudanças hormonais favorece o diálogo no relacionamento - Envato

A médica e pesquisadora Fabiane Berta destaca que compreender essas transformações favorece o diálogo entre os casais e ajuda na construção de um ambiente de apoio durante o envelhecimento.

Envelhecer ao lado de alguém exige mais do que convivência, exige presença, escuta e empatia. Quando um homem escolhe entender o que a mulher sente, ele também se aproxima da sua própria transformação, porque envelhecer juntos pode ser um dos maiores atos de amor que existem.".

Segundo ela, informação, escuta e acompanhamento médico quando necessário contribuem para que homens e mulheres enfrentem essa fase com mais qualidade de vida e entendimento. "Para isso, é preciso deixar de lado os silêncios e assumir a responsabilidade de caminhar lado a lado, com coragem, afeto e verdade”, conclui Berta.

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