Diverticulite após os 50 anos: entenda os sintomas e quando procurar ajuda
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07/02/2026 | 09h44
São Paulo, 07/02/2026 - Você já ouviu falar em diverticulite? A doença é uma inflamação que surge em pequenas bolsas na parede do intestino grosso, chamadas de divertículos. Mais comum depois dos 50 anos, ela pode causar dor abdominal, febre, náuseas e mudanças no funcionamento do intestino, exigindo atenção para evitar complicações.
Segundo a gastroenterologista Perla Schulz, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o diagnóstico precoce e a mudança de hábitos são fundamentais para evitar complicações.
“A doença diverticular dos cólons é normalmente assintomática, diagnosticada por acaso em exames por outras causas, como colonoscopia e tomografia computadorizada de abdome. Pode estar associada a sintomas inespecíficos como alteração do hábito intestinal, como diarreia ou constipação, distensão abdominal ou gases e leve cólica abdominal do lado esquerdo esporadicamente”, explica.
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Quais são os sintomas da diverticulite
Quando os divertículos inflamam, aparecem os sintomas típicos da diverticulite. “A dor abdominal é o principal alerta. Ela pode ser localizada, geralmente no quadrante inferior esquerdo, e vir acompanhada de febre, náuseas, vômitos e distensão abdominal”, afirma a médica.
O avanço da idade é um dos principais fatores associados ao surgimento da doença, já que, com o passar dos anos, o intestino tende a perder elasticidade, facilitando a formação dos divertículos. Além disso, a alimentação pobre em fibras também contribui para o problema.
“Quando a alimentação tem pouca fibra, as fezes ficam endurecidas, o que aumenta a pressão dentro do cólon e favorece o aparecimento dessas pequenas bolsas”, explica Perla.
A especialista reforça que os sintomas da diverticulite podem ser confundidos com outros problemas intestinais como Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. “As manifestações são semelhantes às da doença inflamatória intestinal e, em pessoas mais velhas, até ao câncer de intestino. Por isso é essencial procurar avaliação médica e fazer exames de imagem para confirmar o diagnóstico”, orienta.
Como é o tratamento
Schulz explica que o tratamento varia conforme a gravidade da doença. Em quadros leves, o paciente pode ser acompanhado em casa, com orientação de repouso, alimentação leve e uso de antibióticos por via oral.
Já nos casos mais graves, a internação hospitalar é necessária para garantir hidratação pela veia e administração de antibióticos intravenosos, podendo haver indicação de cirurgia em situações específicas.
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Quais são as formas de prevenção
Como a diverticulite está ligada a fatores como dieta pobre em fibras, sedentarismo, obesidade e tabagismo, adotar hábitos saudáveis é essencial para evitar novos episódios. Segundo a médica, essas são as principais formas de prevenção:
- Mantenha uma alimentação rica em fibras, incluindo frutas com casca, verduras, legumes e grãos como aveia, linhaça e psyllium;
- Beba ao menos dois litros de água por dia;
- Pratique atividade física regularmente;
- Evite o tabagismo e procure manter o peso no ideal apontado pelo médico.
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Quando procurar um médico
Ao perceber sintomas como dor abdominal persistente, febre, náuseas ou alterações no funcionamento do intestino, é importante procurar um médico quanto antes.
Essa avaliação profissional permite confirmar o diagnóstico por meio de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, e identificar a gravidade do quadro.
“Em casos leves, o tratamento pode ser domiciliar, com repouso, dieta inicial leve, sintomáticos e antibioticoterapia oral. Nos casos mais graves, pode ser necessária internação hospitalar, hidratação venosa, jejum oral, antibioticoterapia venosa, e às vezes, inclusive, tratamento cirúrgico”, explica Perla.
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