Ebola: entenda sintomas, transmissão e alta taxa de mortalidade
Divulgação / Organização Mundial de Saúde
São Paulo - Após um novo surto de ebola, causado pelo vírus Bundibugyo, que afeta a República Democrática do Congo e Uganda, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu uma declaração de "emergência de saúde pública de importância internacional", no sábado, 16. O surto ainda "não cumpre os critérios de emergência pandêmica".
A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) ficou conhecida mundialmente pelas altas taxas de mortalidade, que podem chegar a 90% em alguns surtos. Apesar da gravidade, não há registro de casos de ebola no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
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A doença é considerada uma zoonose, ou seja, transmitida de animais para humanos. A origem do vírus é desconhecida, mas os morcegos frugívoros (Pteropodidae) são considerados os hospedeiros prováveis do vírus Ebola.
Quais são os sintomas do Ebola?
Os sintomas do ebola costumam aparecer entre dois e 21 dias após a infecção. Entre os sinais mais comuns estão:
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Fraqueza intensa;
- Dor abdominal;
- Diarreia;
- Vômitos;
- Falta de apetite;
- Dor de garganta;
- Manifestações hemorrágicas.
Os pacientes só conseguem transmitir o vírus após o aparecimento dos sintomas. Em casos graves, a doença pode provocar hemorragias internas e externas, insuficiência hepática e renal, choque circulatório e falência múltipla de órgãos. A confirmação dos casos de Ebola é feita por exames laboratoriais específicos.
O período de incubação da doença pode variar de 2 a 21 dias, no entanto, o período mediano é de 5 a 10 dias para a maior parte dos casos e os anticorpos IgM podem aparecer com dois dias após o início dos sintomas e desaparecer entre 30 e 168 dias após a infecção.
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Como ocorre a transmissão?
A contaminação acontece principalmente por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos.
Objetos contaminados, como roupas e lençóis, também podem transmitir a doença. Profissionais de saúde e familiares de pacientes contaminados estão entre os grupos de maior risco. A transmissão só ocorre após o aparecimento dos sintomas.
Existe tratamento para Ebola?
Ainda não existe um tratamento específico capaz de neutralizar o vírus Ebola. O atendimento médico é baseado em suporte clínico, com hidratação, controle dos sintomas e estabilização do paciente. Segundo o Ministério da Saúde, iniciar o tratamento rapidamente aumenta as chances de sobrevivência.
O diagnóstico é feito por exames laboratoriais específicos, como o PCR. Pessoas com suspeita da doença devem ser isoladas imediatamente para evitar novos casos.
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Como prevenir o Ebola?
Atualmente, vacinas contra o Ebola vêm sendo utilizadas em países africanos afetados por surtos, mas ainda não há imunização disponível amplamente para uso clínico global. Entre as principais medidas de prevenção estão:
- Evitar áreas com surtos ativos;
- Lavar as mãos com frequência;
- Não ter contato com sangue ou fluidos corporais de pessoas infectadas;
- Não manusear corpos de vítimas da doença;
- Utilizar equipamentos de proteção em ambientes de risco.
Segundo o Ministério da Saúde, o risco de contrair Ebola no Brasil é considerado baixo.
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