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Creatinina: o que é, qual exame fazer e quando se preocupar

Foto: Divulgação/Zacarro

Esse acompanhamento de doenças crônicas, ajuda a indicar como os rins estão filtrando o sangue - Foto: Divulgação/Zacarro
Esse acompanhamento de doenças crônicas, ajuda a indicar como os rins estão filtrando o sangue

Por Joyce Canele

redacao@viva.com.br
05/02/2026 | 08h17

São Paulo, 05/02/2026 - Exames de sangue realizados rotineiramente em laboratórios de todo o País ajudam médicos a identificar, alterações silenciosas no funcionamento dos rins. Entre esses exames, a dosagem da creatinina é uma das mais solicitadas em check-ups.

Esse acompanhamento de doenças crônicas, ajuda a indicar como os rins estão filtrando o sangue e eliminando resíduos do organismo.

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O que é a creatinina?

Segundo o Hospital Israelense Albert Einstein, a creatinina é uma substância produzida naturalmente pelo corpo a partir da creatina, um composto ligado à produção de energia nos músculos.

Sempre que o músculo é utilizado, parte dessa creatina é transformada em creatinina, que passa para a corrente sanguínea.

Como se trata de um resíduo metabólico, a creatinina não tem função ativa no organismo, sua principal característica é ser filtrada quase totalmente pelos rins e eliminada pela urina. Por isso, sua concentração no sangue é um dos indicadores mais utilizados para avaliar a função renal.

Para que serve o exame de creatinina?

O exame de creatinina mede a quantidade dessa substância no sangue e ajuda a verificar se os rins estão funcionando adequadamente.

Quando a filtração renal ocorre de forma eficiente, a creatinina permanece dentro dos valores considerados normais. Já quando há redução da capacidade dos rins de filtrar o sangue, os níveis tendem a se elevar.

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Por esse motivo, a dosagem de creatinina é amplamente utilizada no diagnóstico, no monitoramento e na avaliação da progressão de doenças renais, tanto agudas quanto crônicas.

O exame também costuma ser solicitado em casos de hipertensão, diabetes, desidratação, uso contínuo de medicamentos e antes de procedimentos que possam sobrecarregar os rins.

Como o exame é feito?

Conforme a publicação do Medline Plus, o teste é simples e feito a partir da coleta de uma amostra de sangue. Em geral, não exige preparo complexo, mas o profissional de saúde pode orientar a suspensão temporária de alguns medicamentos que interferem no resultado.

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Durante a coleta, a sensação costuma ser apenas uma picada rápida. Após o procedimento, pode ocorrer leve dor local ou pequeno hematoma, que desaparece em pouco tempo.

O que significa a creatinina alta?

Níveis elevados de creatinina no sangue indicam, na maioria dos casos, que os rins estão com dificuldade para filtrar e eliminar resíduos.

Essa alteração pode estar associada a problemas renais, como infecções, inflamações, redução do fluxo sanguíneo nos rins ou insuficiência renal.

Outras situações também podem elevar temporariamente a creatinina, como desidratação, esforço físico intenso, uso excessivo de suplementos ou alguns medicamentos. Em gestantes, alterações específicas, como pré-eclâmpsia, também podem influenciar os níveis.

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Embora menos frequente, a creatinina abaixo do valor de referência pode estar relacionada à redução da massa muscular, desnutrição ou doenças que afetam músculos e nervos.

Nesses casos, o resultado não costuma indicar problema renal, mas pode sinalizar outras condições que precisam ser avaliadas.

A relação entre creatinina e doença renal crônica

A doença renal crônica é caracterizada pela perda progressiva e irreversível da função dos rins ao longo de meses ou anos. Na maioria das vezes, a evolução é silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais, o que faz com que o diagnóstico seja tardio.

A creatinina é uma das principais ferramentas para identificar essa perda de função. A partir dela, é possível calcular a taxa de filtração glomerular, considerada o melhor indicador clínico da capacidade dos rins de filtrar o sangue. Valores persistentemente alterados por mais de três meses podem indicar doença renal crônica.

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Diabetes e hipertensão estão entre as principais causas de doença renal crônica e respondem por grande parte dos casos acompanhados no sistema de saúde.

Outros fatores de risco incluem obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares, histórico familiar de doença renal e uso prolongado de medicamentos com potencial tóxico para os rins.

Por isso, pessoas com esses fatores devem realizar exames periódicos, mesmo na ausência de sintomas.

Prevenção passa pelo cuidado diário

Manter os níveis de creatinina dentro da normalidade está diretamente ligado a hábitos de vida saudáveis.

Reduzir o consumo excessivo de sal, manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente, controlar a pressão arterial e a glicemia e evitar a automedicação são medidas fundamentais para proteger os rins.

A hidratação adequada também desempenha papel importante, ajudando os rins a eliminarem resíduos de forma eficiente. O consumo de água deve ser distribuído ao longo do dia e ajustado conforme as orientações médicas, especialmente em pessoas com doenças cardíacas ou renais.

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Embora seja um exame simples e de baixo custo, a dosagem de creatinina fornece informações valiosas sobre a saúde dos rins e do organismo como um todo.

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