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O que é TDAH? Entenda o transtorno, os sintomas e os impactos no dia a dia

Foto: Envato Elements

O diagnóstico é clínico, feito por profissionais de saúde - Foto: Envato Elements
O diagnóstico é clínico, feito por profissionais de saúde

Por Joyce Canele

redacao@viva.com.br
26/01/2026 | 14h11

São Paulo, 26/01/2026 - O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico de origem genética, geralmente identificado ainda na infância. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, essa condição que afeta o desenvolvimento do cérebro e pode dificultar a atenção, o controle de impulsos e a organização das ações do dia a dia. Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o TDAH ocorre em 3% a 5% das crianças, em várias regiões diferentes do mundo em que já foi pesquisado.

A associação explica o transtorno se manifesta por sintomas como desatenção, inquietação e impulsividade, que podem aparecer desde a infância e adolescência e persistir ao longo da vida. Veja a seguir como ele afeta as direntes fases:

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O que é o TDAH?

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento de causas genéticas que afeta a capacidade de manter o foco, controlar impulsos e regular o nível de atividade.

Ele não está relacionado à falta de esforço, educação ou interesse, mas a alterações no funcionamento do cérebro. O diagnóstico é clínico, feito por profissionais de saúde, com base na observação do comportamento e em critérios técnicos.

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Segundo a Biblioteca Virtual de Saúde do Ministério da Saúde, embora seja mais identificado na infância, o transtorno não desaparece necessariamente com o tempo.

Sintomas de TDAH na infância e adolescência

Em crianças e adolescentes, o TDAH costuma se manifestar por agitação constante, dificuldade de permanecer sentado, movimentação excessiva das mãos e dos pés e tendência a mexer em objetos ao redor.

A ABDA explica que as crianças e adolescentes com TDAH são comumente tidas como “avoadas”, “vivendo no mundo da lua”, “estabanadas” ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos, podendo apresentar também problemas de comportamento, como  dificuldades com regras e limites.

A fala pode ser excessiva, e a atenção se dispersa com facilidade, especialmente em atividades longas, repetitivas ou pouco atrativas.

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O esquecimento é uma das queixas mais frequentes das famílias. É comum que a criança esqueça materiais escolares, recados e até conteúdos estudados para provas.

A impulsividade aparece em comportamentos como responder antes da pergunta terminar, interromper conversas, agir sem pensar e não conseguir esperar a própria vez.

Outro ponto recorrente é a dificuldade de organização e planejamento. O desempenho escolar pode parecer abaixo do esperado para a capacidade intelectual, muitas vezes mais por questões comportamentais do que por dificuldade de aprendizado.

Entre meninas, os sinais de hiperatividade tendem a ser menos evidentes, mas a desatenção costuma estar igualmente presente.

Sintomas de TDAH na vida adulta

Na vida adulta, parte desses sintomas tende a diminuir, mas outros permanecem. A ABDA explica que nos adultos ocorrem problemas de desatenção no cotidiano e trabalho, falta de memória, inquietação e também são impulsivos.

"Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados 'egoístas'. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão", explica a associação.

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Isso pode levar ao abandono de tarefas inacabadas, à troca constante de atividades e ao esquecimento do que foi iniciado. Muitos precisam de lembretes frequentes de terceiros, o que pode gerar conflitos no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos pessoais.

Formas de tratamento

O tratamento do TDAH é multifatorial. Em geral, envolve o uso de:

  • Medicamentos;
  • Acompanhamento psicoterapêutico; e
  • Apoio de profissionais como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos.

A orientação a familiares e educadores também é parte fundamental do cuidado, assim como o ensino de estratégias específicas para lidar com os sintomas no dia a dia.

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